Processo foi conduzido pela superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, e pelo chefe de gabinete da Secretaria de Cultura, Marcelo Lemos, e contou com a participação de delegados e delegadas dos 27 territórios de identidade

A abertura do segundo dia da VI Conferência Estadual de Cultura aconteceu na manhã desta quinta, 7, com a plenária para leitura e aprovação do regimento interno, documento que determina a metodologia de funcionamento do evento. Amanda Cunha, superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, e Marcelo Lemos, chefe de gabinete da SecultBa, iniciaram o processo de leitura e discussão do regimento às 11h20, após apresentações de artistas populares.
Ananias Ribeiro, poeta e cordelista, iniciou a manhã declamando o cordel É do povo e da cultura que eu faço meu cordel: “Me perguntaram um dia como é a criação, de onde vem a inspiração para fazer uma poesia com tamanha sabedoria. Sem caneta e sem papel, sem desenhar num painel, respondi nessa altura: é do povo e da cultura que eu faço meu cordel!”, recitou.
Na sequência, o repentista Miudinho Passarinho cantou Todo brasileiro é baiano: “Como somos todos filhos da terra, meu povo, todo brasileiro é baiano. Aqui na Bahia, nasceu o Brasil. Terra do sisal, cacau e café. Terra da fartura, de grande riqueza. Terra da cultura, da arte e da fé!”, exclamou. “A resposta está no povo. Essa sim é a solução”, disparou outro artista, dando o tom do debate que estava prestes a iniciar.

Após a leitura completa do regimento interno, que durou 20 minutos, delegados e delegadas se inscreveram para apresentar destaques ao documento. Cada representante teve dois minutos para fazer seus apontamentos. Cerca de 25 pessoas inscreveram suas propostas de destaques, que foram discutidas e votadas por todas as pessoas presentes na plenária, por meio do sistema de levantamento de crachás.
O processo de consenso e alteração no regimento foi organizado por Lemos e por Luciana Mandelli, diretora geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Vladimir Costa Pinheiro, diretor da Fundação Pedro Calmon, e Gilmar Faro, presidente do Conselho Estadual de Cultura, também estiveram presentes na mesa diretiva que conduziu o processo de discussão e votação dos destaques. Depois de uma hora, o regimento interno foi fechado com a inclusão dos destaques aprovados.
