#ConfecultBa Bahia já tem seus representantes da sociedade civil para a delegação da IV Conferência Nacional de Cultura em março de 2024

09/12/2023



Vinte e quatro das 60 pessoas da comitiva foram eleitas nesta sexta, 8, durante a VI Conferência Estadual de Cultura; outros 16 representantes já tinham sido eleitos durante os Encontros Setoriais realizados entre agosto e dezembro; as 20 vagas restantes serão ocupadas por representantes dos poderes públicos


Esta sexta, 8, último dia da VI Conferência Estadual de Cultura, começou com a plenária de eleição da delegação baiana que representará o estado na IV Conferência Nacional de Cultura em março de 2024. A assembleia foi aberta pelo secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, que convidou delegados e delegadas indígenas para subirem ao palco e conduzirem uma saudação. 


Em seguida, a superintendente dos povos indígenas do governo da Bahia, Patrícia Pataxó, falou sobre a importância da realização da conferência. “Este evento é o nosso norte para a construção das políticas públicas da cultura, um instrumento que nos permite estarmos próximos da sociedade civil na construção dessas políticas”, disse. 


Felipe Freitas, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia, também participou da abertura da plenária, e destacou a importância da política de territorialização e volta da conferência para Feira de Santana. “Estamos voltando para um lugar importante da cultura baiana. A primeira Conferência Estadual de Cultura também foi feita aqui em Feira de Santana, e é muito simbólico estarmos aqui, neste colégio no bairro do Aviário, lugar histórico de organização e luta popular desta cidade”, contou. 


Monteiro também convocou delegados e delegadas a continuarem as discussões levando em consideração a pluralidade da conferência. “Espero que o espírito que dominou esses dias permaneça nessa plenária e que as decisões considerem os processos de construção coletiva, com visão inclusiva e democrática”, falou. 


Depois, convidou as demais autoridades a comporem a mesa de condução da plenária: Amanda Cunha, superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Marcelo Lemos, chefe de gabinete da SecultBa, Sara Prado, superintendente de Promoção e Cultura, Piti Canella, diretora geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Gilmar Faro, presidente do Conselho Estadual de Cultura.


A delegação baiana para a Conferência Nacional de Cultura conta com 60 delegados e delegadas, sendo 40 titulares representantes da sociedade civil e 20 titulares representantes dos poderes públicos (desse último grupo, 10 são representantes do governo do Estado e, os outros 10, dos municípios). 


A plenária da VI Conferência Estadual de Cultura elegeu 24 representantes dos 40 elegíveis da sociedade civil, uma vez que os Encontros Setoriais realizados entre agosto e setembro já tinham eleito 16 delegados e delegadas da sociedade civil correspondentes aos setores de Arquivos, Arte Digital, Artes Visuais, Circo, Culturas Indígenas, Culturas Populares, Dança, Design, Arquitetura e urbanismo, Expressões artísticas culturais afro-brasileiras, Livro, leitura e literatura, Museus, Música, Patrimônio Imaterial, Patrimônio Material e Teatro.


A fim de garantir a diversidade e a transversalidade, contemplando a representação dos diversos municípios, territórios e segmentos artísticos e culturais e as dimensões simbólica, cidadã e econômica da cultura, a definição das 24 vagas durante a plenária foi pautada por  critérios e ações afirmativas que garantiram a seguinte conformação: todas as pessoas representam territórios de identidade do interior do estado, a paridade entre homens e mulheres foi respeitada, com 50% das vagas para cada gênero, 75% são pessoas negras, sete são pessoas representantes de comunidades tradicionais, quatro são pessoas LGBTQIAPN+, sendo uma delas um homem transgênero, e uma pessoa com deficiência. 


Nonato Atikum, indígena da cidade de Rodelas, do território de identidade de Itaparica, foi um dos delegados eleitos para a comitiva baiana. Para ele, a ida a Brasília, em março, deve ser muito positiva, tanto para o território que representa, como para toda a Bahia. “A minha expectativa com a Conferência Nacional é muito boa, vamos lá lutar pelas nossas propostas. Não apenas pelas propostas indígenas, mas pelas propostas que contribuam para todos os povos tradicionais e para toda a sociedade”, disse.


Para JC N’Gão, delegado eleito e representante da cidade de Itajuípe, do território de identidade Litoral Sul, a participação na Conferência Nacional vai servir para a Bahia contribuir para o Plano Nacional de Cultura. “Minha expectativa em relação à Conferência Nacional é fortalecer a cultura baiana por meio da transformação das nossas reivindicações em políticas públicas”, concluiu. 


Veja, abaixo, o nome das 24 pessoas eleitas para a delegação baiana na VI Conferência Estadual de Cultura:

delegadas