Além dos representantes baianos, terceiro e último dia do encontro também definiu as propostas que serão levadas para a IV Conferência Nacional de Cultura em março de 2024
Depois de três dias de muita discussão e construção coletiva sobre as perspectivas da política cultural baiana para os próximos anos, a VI Conferência Estadual de Cultura foi encerrada na tarde desta sexta-feira (8), com a eleição de parte da delegação baiana e definição das propostas que serão levadas para a IV Conferência Nacional de Cultura em março do ano que vem.
A assembleia foi aberta pelo secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, que convocou delegados e delegadas a conduzirem a eleição da delegação levando em consideração o caráter democrático da conferência. “Espero que o espírito que dominou esses dias permaneça nessa plenária e que as decisões considerem os processos de construção coletiva, com visão inclusiva e democrática”, falou.
A plenária da VI Conferência Estadual de Cultura elegeu 24 representantes dos 40 elegíveis da sociedade civil, uma vez que os Encontros Setoriais realizados entre agosto e setembro já tinham eleito 16 delegados e delegadas da sociedade civil correspondentes aos setores de 16 linguagens artísticas.
A fim de garantir a diversidade e a transversalidade, contemplando a representação dos diversos municípios, territórios e segmentos artísticos e culturais e as dimensões simbólica, cidadã e econômica da cultura, a definição das 24 vagas durante a plenária foi pautada por critérios e ações afirmativas que garantiram a seguinte conformação: todas as pessoas representam territórios de identidade do interior do estado, a paridade entre homens e mulheres foi respeitada, com 50% das vagas para cada gênero, 75% são pessoas negras, sete são pessoas representantes de comunidades tradicionais, quatro são pessoas LGBTQIAPN+, sendo uma delas um homem transgênero, e uma pessoa com deficiência.
Veja todos os detalhes sobre a eleição da delegação baiana aqui.
O encerramento da conferência aconteceu com a votação das propostas elaboradas pelos eixos temáticos na tarde de ontem, 7, e que também serão levadas para a Conferência Nacional de Cultura no ano que vem.
O eixo Territorialização, Institucionalização, Marcos Legais e Sistema Nacional de Cultura aprovou duas propostas, bem como o eixos Democratização do acesso à Cultura, aos serviços e equipamentos culturais e participação social; Diversidade Cultural e Transversalidades de Gênero, Raça e Acessibilidade na Política Cultural; e Direito às Linguagens, Meios Artísticos e Digitais.
Já o eixo Identidade, Patrimônio e Memória aprovou quatro propostas, uma para cada sub-eixo: Museus, Memória, Patrimônio Material e Patrimônio Imaterial. O eixo Economia Criativa, Trabalho, Renda e Sustentabilidade aprovou uma proposta.
Veja todas as propostas aprovadas aqui.
Depois de eleita a delegação e de aprovadas as propostas, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, que conduziu todo o processo, deu por encerrada a VI Conferência Estadual de Cultura. “Com a finalização deste processo democrático e de construção coletiva de eleição de delegados e delegadas e aprovação das propostas, declaro encerrada a VI Conferência Estadual de Cultura da Bahia”, encerrou.
Concomitantemente às plenárias, estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de Feira de Santana, que sedia a conferência, participaram de uma oficina de circo, pela manhã, e de uma oficina de turbantes, à tarde. Ao longo de todo o dia, participantes da conferência também puderam interagir com diversas intervenções artísticas.
Veja abaixo um resumo do que rolou nos dois primeiros dias da VI Conferência:
Quinta-feira, 7/12
Cultura acessível é destaque na Conferência Estadual da Bahia
Quarta-feira, 6/12
Cores, sons e cultura: Início vibrante da VI Conferência de Cultura da Bahia
Primeiro dia da VI Conferência de Cultura da Bahia encerra com show de Mariene de Castro