Fórum Estadual de Convivência com o Semiárido debate políticas públicas em Salvador

14/02/2019

Começou nesta quinta-feira (14), no Hotel Fiesta em Salvador, a Reunião do Fórum Estadual de Convivência com o Semiárido que tem como propósito analisar a situação atual do Semiárido baiano, além definir os objetivos e iniciativas prioritárias do Plano Estadual de Convivência com o Semiárido (2020-2029), a aprovação do regimento interno e a eleição para a presidência do Fórum.

O secretário interino da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Jeandro Ribeiro, destacou que “essa é uma atividade técnica, resultado de um desdobramento do encontro que tivemos em dezembro 2008, durante a 9ª Feira Baiana da Agricultura Familiar. O sentimento de todos nós, governo estadual e sociedade civil organizada, é que esta iniciativa se configura como um marco, pois estamos instituindo políticas públicas direcionadas para a convivência produtiva com Semiárido”.

Ivan Fontes, Assessor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à SDR, observou que o clima semiárido merece uma atenção especial no quesito de desenvolvimento rural, pois de 417 municípios que a Bahia tem, a maioria está em região semiárida:

"Esta segunda reunião do Fórum pretende avançar na elaboração do Plano Estadual de Convivência com o Semiárido. A Bahia tem 278 municípios (67%) localizados no Semiárido, então, há a necessidade de articulação e ampliação das políticas públicas que estimulem o desenvolvimento e a convivência com essa realidade ", disse Fontes.

Durante o evento, que termina nesta sexta-feira (15), houve a criação de grupos de trabalho sobre os seguintes temas: Meio Ambiente e Segurança Hídrica; Desenvolvimento Econômico no Campo e na Cidade; Educação, Cultura Ciência, Tecnologia e Inovação; Saúde, Desenvolvimento Urbano e Rede de Cidades; e Igualdade Racial de Gênero, Cidadania e Direitos.

"Este é um encontro importante para o fortalecimento do paradigma da Convivência com o Semiárido. A partir de um esforço prévio de planejamento realizado pelo Governo do Estado, a expectativa é que o diálogo intenso com as representações da sociedade civil possa enriquecer a percepção dos desafios e apontar soluções pertinentes que, posteriormente, sejam incorporadas na elaboração do PPA 2020/2023, garantindo a devida expressão orçamentária e, por conseguinte, a máxima efetividade, participativa e democrática, desta política.", explicou André Santana, coordenador de acompanhamento de políticas de inclusão socioprodutiva e sustentabilidade da Casa Civil.

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