Encontro virtual para agentes de Ater e agricultores familiares aborda o tema Bioinsumos e Agroecologia

30/04/2021

Bioinsumos e Agroecologia foi o tema debatido na edição do Diálogos de Ater desta quinta-feira (29). O evento, transmitido pelo Canal SDRBahia no Youtube, contou com a participação de Edvaldo Reinaldo, engenheiro agrônomo especialista em Agroecologia e técnico da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Durante o evento, realizado pela SDR, por meio da Bahiater e da Coordenação de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex), foram apresentadas as diversas possibilidades de preparação de bioinsumos nas propriedades da agricultura familiar. Dentre as vantagens sinalizadas, estão a redução de insumos externos na propriedade, que diminui o custo de produção e eleva o nível de autonomia dos agricultores e agricultoras familiares.

Para José Tosato, coordenador executivo da Cepex, o tema, apresentado por um técnico que é referência em Agroecologia, mostrou que a produção de bioinsumos prevê a significativa independência de insumos externos: “No encontro, foi possível verificar que é possível produzir com uma atitude integrada na gestão dos solos, com medidas conservacionistas, que contenham seu processo de degradação, e a primeira delas é manter o solo coberto, com espécies que são adaptadas àquele local, possibilitando a criação de um microclima que vai ser favorável aos micro-organismos, que tornam todo o sistema produtivo possível e promissor”.

No evento, foi apresentada a possibilidade de cultivar os micro-organismos, que já existem em áreas de matas e florestas, seja do Cerrado, Caatinga ou Mata Atlântica, conservadas, e que eles podem ser potencializados nos bioinsumos: caldas, compostos e biogel. Os bioinsumos são produtos oriundos de seres vivos, ou seja, vegetais e micro-organismos, entre outros, que ajudam a melhorar o desenvolvimento das plantas.

Edvaldo Reinaldo destacou a importância da prática agroecológica para a produção de alimentos e para a autonomia dos agricultores familiares. Ele explicou que o que se espera é um sistema de produção que funcione e que os micro-organismos estejam presentes de uma forma natural, ou seja, a partir de uma agricultura ecológica, com diversificação de cultura, matéria orgânica, manejo ecológico do solo e da cultura e não o monocultivo, que atrai pragas e provoca o desequilíbrio ecológico.

“O único caminho para a agricultura familiar, não só do Brasil, mas do mundo é a agroecologia, a agricultura de base ecológica, porque aí se dorme com a consciência tranquila, porque não está envenenando nada, não está poluindo nem o rio e nem a terra, e não está entregando alimento com veneno para crianças, adultos e idosos”, ressaltou Edvaldo.

O Diálogos de Ater

A série de encontros é voltada para agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater), agricultores(as) familiares, organizações e movimentos sociais, terceiro setor, setores públicos municipais e estaduais, estudantes e demais interessados.

Os encontros são transmitidos via Canal SDRBahia, no YouTube, às quintas-feiras, 16 horas. Trazem, a cada mês, um tema da agricultura familiar e do desenvolvimento rural, com a participação semanal de especialistas que dialogam, esclarecem, tiram dúvidas e interagem com o público sobre as culturas selecionadas.

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