Com o intuito de incentivar o uso racional da água e o manejo agroecológico em Unidades Produtivas Familiares, para o incremento de práticas na melhoria da produção, famílias beneficiadas pela instalação tecnologias sociais de acesso à água, como cisternas de produção e barreiros trincheira, nos municípios de Crisópolis e Itapicuru, participaram, nessa semana, de atividades de formação teórico/prática.
A ação integra a estratégia de assistência técnica e extensão rural (Ater) do Governo do Estado da Bahia, via Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), executada, a partir de contrato, pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC), no âmbito do programa Água para Todos/CAR.

“Esse é o segundo momento que estivemos com essas famílias agricultoras. No primeiro momento, foi realizada a visita técnica para orientá-las em relação ao cuidado com a tecnologia social, o gerenciamento da água para produção e algumas demonstrações práticas. A partir daí, vimos o potencial produtivo das famílias e percebemos a necessidade de reunir as famílias para fazer uma oficina de práticas agroecológicas. O objetivo dessa ação é exatamente trocar conhecimentos para enriquecer e melhorar o manejo do quintal produtivo”, ressaltou Kamilla Souza, Subcoordenadora do Programa Água para Todos/CAR.
Izabel Santana, da comunidade Boa Vista, em Crisópolis, observou que a formação foi muito importante para a comunidade, e trouxe novos conhecimentos de temas que as famílias já conheciam, mas que poderiam ser melhor exploradas, a exemplo da compostagem e o biofertilizante, que podem ser usados para o desenvolvimento das plantas: “Foi uma oficina muito boa, com uma troca de experiências. Para mim é uma bagagem nova que eu levo”.
A formação coletiva foi planejada a partir da identificação das demandas das comunidades, durante a realização das visitas técnicas de acompanhamento/supervisão às famílias atendidas. Durante a atividade, são abordados assuntos de interesse comuns às famílias e comunidades, e esses momentos são de suma importância para a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de novas técnicas e processos no campo produtivo e organizativo, principalmente no que tange a cultura de hortícolas e dos quintais produtivos.
Com informações e fotos do MOC