Povos e Comunidades Tradicionais Organização e Direitos é tema de encontro virtual 

08/10/2021

Povos e Comunidades Tradicionais Organização e Direitos foi o tema do Diálogos de Ater desta quinta-feira (07). O encontro, que contou com a participação do presidente da Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (ACBANTU), Raimundo Nonato da Silva – Taata Konmannanjy, teve transmissão ao vivo, pelo canal SDRBahia, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no Youtube.

Durante o encontro, foram apresentados os povos e comunidades tradicionais (PCT) presentes na Bahia e sobre como se organizaram, a partir da criação do conselho de PCT. São eles: Indígenas, quilombolas, povos de terreiro, comunidades de fundo e fecho de pasto, pescadoras/es artesanais, marisqueiras, extrativistas, geraizeiros, povos ciganos e atingidos por barragens.

“Considero bastante importante a iniciativa da SDR, por meio do Diálogos de Ater, em trazer esse tema tão fundamental, referente aos povos e comunidades tradicionais, em que discute a sua organização e os seus diretos. Os povos e comunidades tradicionais têm cumprido e cumpre, ao longo da história, um papel muito importante na construção do Brasil, através da sua cultura, seus valores, sua história, sua resistência e trajetória, contribuindo com a construção do Brasil e enriquecendo cada vez mais nossa cultura”, ressaltou o responsável pela mediação do encontro, Edimilton Cerqueira, que é coordenador da Câmara Técnica Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais, vinculada ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), da SDR.

Taata Konmannanjy, que é pós-graduado em Estado e Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), ressaltou que para os povos de terreiro é esclarecedor debater temas como esse: “É muito importante esse momento para conversamos e para que o povo saiba que nós, enquanto povos de terreiro, seja do Candomblé, Umbanda, seja de Jurema e etc, não somos só religiosos. Muitos nos veem como uma igreja, só para rezar, esquecem que nós também fazemos agricultura e piscicultura e todas as coisas que os outros povos tradicionais fazem, e que nós temos os novos deveres, mas também temos os nossos direitos”.

Para rever ou conferir o conteúdo desse e de outros encontros, os interessados podem acessar o canal SDRBahia, no Youtube.

Diálogos de Ater

A iniciativa é da SDR, por meio da Bahiater e da Coordenação de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex). Os encontros acontecem às quintas-feiras, a partir das 16h, voltados para agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater), agricultores e agricultoras familiares, organizações e movimentos sociais, terceiro setor, setores públicos municipais e estaduais, estudantes e todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a realidade rural e a agricultura familiar da Bahia.

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