Avançar nos debates sobre a inserção da agricultura familiar na alimentação escolar e celebrar a evolução da parceria entre Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Secretaria da Educação (SEC). Esses foram os tópicos centrais do evento sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no estado da Bahia, que ocorreu nesta terça-feira (14).
A atividade, que é parte da programação virtual da 12ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, teve a condução do titular da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), Vinícios Videira e a participação do Superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar (Supec/SEC), Manoel Calazans.
O evento tratou sobre a execução desse programa tão importante para a garantia de venda dos produtos da agricultura familiar, contribuindo para a renda das famílias agricultoras e para a alimentação saudável das crianças e adolescentes das unidades escolares da rede estadual de ensino.
“Nós estamos com uma chamada pública do PNAE no valor de R$ 23 milhões para contratação dos alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar. Isso vai fortalecer a agricultura familiar porque vai vislumbrar mais renda para os agricultores, com a entrega para este mercado institucional, promovendo a inclusão social e produtiva dessas famílias”, comentou Vinícios.
Para o gestor da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Lanns Almeida, existe um grande diferencial na entrega dos itens. “O tempero do agricultor e da agricultora é o carinho que eles têm em entregar os seus alimentos, desde os produtos primários como os da horticultura até aqueles beneficiados, para enriquecer o cardápio das crianças nas nossas escolas.”
O titular da SUPEC, Manoel Calazans, ressaltou a importância desse consumo para a aprendizagem dos alunos. “Existe um impacto direto na aprendizagem dos alunos sobre o que é a alimentação saudável. A gente entende esse vínculo e queremos muito reforçar essa aproximação entre os agricultores familiares e as unidades escolares.”
De acordo com Manoel, além da chamada pública através do edital 01/2021, que vai entregar alimentos de 50 cooperativas do estado, existe a possibilidade também da compra direta dos produtos pelos diretores das unidades escolares, através do aporte estadual de mais R$ 32 milhões, contabilizando R$ 55 milhões nessa parceria entre merenda escolar e agricultura familiar.
Agricultores felizes
Em assinatura simbólica de contrato durante o evento, o agricultor Paulo Roberto da Cruz, cooperado da Cooperativa Central de Agricultura Familiar, Reforma Agrária, de Trabalho e de Economia Solidária Urbana e Rural da Bahia (Coopercentral), comemorou a assinatura do contrato de R$ 2,9 milhões para entrega dos produtos da cooperativa às escolas de Salvador e Região Metropolitana.
“Nós estamos muito gratos em participar desse contrato porque garante a nossa inclusão social, a inclusão daqueles que lutam pela terra, que plantam. Nós vamos entregar uma comida de verdade, produzindo uma alimentação de qualidade para todos os alunos”, celebrou.