A programação técnica da 12ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária contou, nesta quinta-feira (16), com a realização do Seminário: 18 Anos da Câmara Setorial da Apicultura e da Meliponicultura (CSAM). O objetivo foi avaliar, construir e validar propostas de políticas públicas e ações voltadas para a Apicultura e a Meliponicultura no estado da Bahia, avaliar as ações executadas por todas as entidades dos segmentos que compõem a CSAM e realizar o planejamento das ações para 2022.
Marivanda Eloy, coordenadora de Apicultura e Meliponicultura da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e secretária executiva da CSAM, explicou que a Câmara, ao longo dos anos, teve forte atuação na organizada intersetorial, com foco na produção, relacionada à assistência técnica e extensão rural (Ater), ao fomento e à sanidade, agroindustrialização, organização social e ao mercado.
“Como resultados, temos a continuidade do trabalho das entidades, com o objetivo único de organizar e qualificar a produção, que neste ano rendeu o 4ª lugar em produção, em nível nacional e em 2º lugar, no Nordeste, com destaque, em nível nacional, para municípios baianos como Campo Alegre de Lourdes, Jeremoabo, Tucano e Ribeira do Pombal”, ressaltou Marivanda.
O professor e pesquisador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Carlos Alfredo Lopes de Carvalho, destacou que a CSAM é uma câmara extremamente importante para a definição de políticas públicas no estado da Bahia e uma salvaguarda para apicultores e meliponicultores, uma vez que é uma câmara plural e tem representantes de diferentes entidades e atores da cadeia apícola e meliponícola do estado. “Vai desde o setor político, do público e do privado, do empresário, do pequeno e do grande. Neste cenário, com diferentes perfis, temos dado contribuições importantes no desenvolvimento da apicultura e da meliponicultura no estado”.
Entre os desafios a serem superados, já com ações em curso, na CSAM, estão a invasão de produtos apícolas e meliponícolas no mercado varejista, que já tem uma ação em curso para intensificação dos órgãos fiscalizadores; continuidade da coleta de dados estatísticos qualificados, que são utilizados na execução de políticas; e a questão da mortandade de abelhas, devido ao uso indiscriminado de agrotóxicos, entre outros.
O seminário contou com a Apresentação das atividades dos parceiros e Grupos de Trabalho (GT) ativados com temas específicos: GT Mortandade e GT Adulteração de Méis e Produtos Oportunistas e a avaliação individual das entidades parceiras (públicas e privadas).