Cadernetas Agroecológicas são tema de Seminário de Ater

18/05/2022

Com cerca de 400 inscrições e participações de representantes de organizações de várias partes da Bahia, foi realizado, nesta quarta-feira (18), o I Seminário Estadual sobre as Cadernetas Agroecológicas, com o tema ‘Mulheres Rurais: Construindo Saberes e Autonomia através da Caderneta Agroecológica’. Entre os objetivos estava uma Imersão nas Cadernetas Agroecológicas e a Apresentação das Experiências.

O evento, voltado para agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater), técnicos das entidades, agricultoras familiares e transmitido pelo canal da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no Youtube, é uma iniciativa da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR).

O seminário contou com o apoio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), do Grupo de Trabalho (GT) de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), e teve a participação de representantes das diversas unidades da SDR e de organizações prestadoras de Ater, da Chamada Pública Ater Mulheres Rurais.

Lanns Almeida, superintendente da Bahiater, enfatizou que as Cadernetas Agroecológicas são resultado de uma construção coletiva, que cumpre um papel de mostrar para a mulher camponesa o quão importante é o trabalho dela nessa participação que é muito invisibilizada. Ele parabenizou todas as pessoas responsáveis por esse trabalho e destacou o apoio das diversas unidades da SDR e a parceria com outros órgãos do estado, como a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).

“Nós somos um Governo só e temos uma luta única que é romper o machismo, o sexismo e o racismo estrutural e romper essas barreiras. A gente sabe o quanto as mulheres são a maioria e o quanto fazem a diferença na vida da sociedade”.

Valdirene Matos, que atua como coordenadora técnica e representou 10 organizações prestadoras de Ater, salientou que esse debate em torno da agricultura familiar, especificamente para as mulheres rurais é importante, principalmente no momento em que reforça esse protagonismo onde elas estão inseridas. “Eu acho que essa chamada veio exatamente concretizar essas ações, exclusivamente para que essas mulheres sejam empoderadas nas suas organizações, nos seus espaços, nos seus grupos produtivos e fortalecer o protagonismo nessas organizações”.

Valdirene ressaltou ainda que fica muito feliz de estar trabalhando com essa importante ferramenta que é a Caderneta e de ver os resultados. “E assim nós seguimos em busca não só de leis que melhorem a vida das mulheres, mais de uma mudança de cultura entre homens e mulheres e de toda população. Estou muito feliz de poder mostrar o quanto essa caderneta tem trazido resultado para as nossas agricultoras”.

A secretária de Políticas para Mulheres (SPM), Julieta Palmeira, reforçou a importância de encontros como o seminário, para ajudar a mudar um modelo do que se pensa da mulher que atua no campo. Essas mulheres são produtivas, sabem tudo.

“É preciso o reconhecimento e a visibilidade das identidades das mulheres que hoje tocam negócios, que não só vão para fazer o produto, mas que querem alçar voos como o de tocar seu arranjo produtivo, ver detalhadamente como é o faturamento. Essa caderneta é uma ferramenta espetacular, porque dá para ver a entrada e saída do recurso, o cálculo do que foi produzido, e o que se gasta com a produção individual das pessoas envolvidas nos negócios”, observou a secretária.

Galeria: