Resultados expressivos de metodologias aplicadas em comunidades rurais são apresentados na 13ª Feira Baiana da Agricultura Familiar

17/12/2022

Os resultados aferidos a partir das metodologias como a Caderneta Agroecológica e o Método de Avaliação Econômica Ecológica de Agroecossistemas (Lume), aplicados no âmbito do Pró-Semiárido, projeto do Governo do Estado, foram apresentados, nesta sexta-feira (16), durante Seminário Estadual do Pró-Semiárido. O evento integra a programação da 13ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária.

O evento contou com a presença de técnicas e técnicos do Projeto, de representantes da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), da Articulação Baiana de Agroecologia (ABA-BA) e de entidades não-governamentais que prestam serviço de assistência técnica e extensão rural (ATER), a partir de contratação com o Pró-Semiárido. O momento foi conduzido pelo coordenador-geral do Projeto Pró-Semiárido, Cesar Maynart e teve a participação do secretário de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro.

"O Pró-Semiárido é um projeto transformador. A execução é diferente das demais porque ela chega até àquele agricultor que precisa do apoio do Estado e a nossa missão é de introduzir essas ações na assistência técnica, em especial, com o papel do Agente Comunitário Rural (ACR), que que foi iniciado com o Projeto que é este grande gerador de oportunidades”, ressaltou o secretário.

Os dados da pesquisa do segundo ano de implantação das Cadernetas, que envolveu diretamente 268 agricultoras, foi apresentado pela professora doutora Laeticia Jalil. Ela enfatizou que os resultados devem servir para a retroalimentação do serviço de ATER e para a reflexão das mulheres agricultoras. “A Caderneta não é um método de avaliação do agroecossistema, mas pode se somar a metodologias como Lume. Ela nos dá o que chamamos de economia do miúdo que passa despercebida porque é difícil contabilizar. Mas é esta a economia do cotidiano que garante a segurança alimentar das famílias agricultoras”.

Já o Lume que foi aplicado no agroecossistema de mais de 40 famílias, foi apresentado pelo subcoordenador do Componente Produtivo e de Acesso a Mercados do Pró-Semiárido, Carlos Henrique Ramos. Ele destacou a importância da integração social das famílias que foi potencializada pelas Rodas de Aprendizagem e o Núcleo de Estudos em Agroecologia e Convivência com o Semiárido (Neacs). "A força da reciprocidade, das trocas e doações é uma fortaleza que a metodologia Lume reforça. Essa é uma economia invisibilizada que chega a ser maior que os produtos vendidos".

Política Pública

Durante o Seminário, foram feitas diversas colocações sobre a importância da ação do Pró-Semiárido para a incidência em políticas públicas. Neste contexto, Cicero Félix, coordenador executivo da ASA, explicitou: "Nós, da sociedade civil organizada, temos a responsabilidade de pautar o Pró-Semiárido como base para a execução da política pública de convivência com o Semiárido do Estado da Bahia”.

O Pró-Semiárido é um projeto do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

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