22 de maio é celebrado o Dia do Apicultor e o governo da Bahia é referência em investimentos na apicultura e meliponicultura. Uma Câmara Setorial da Apicultura e da Meliponicultura foi criada dentro da estrutura da Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF) da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) para promover investimentos em fomento, assistência técnica e ensino. Pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à SDR, foram cerca de R$ 80 milhões em investimentos.
Esses investimentos possibilitam melhoria nas condições de trabalho dos apicultores, fortalecimento das colmeias, promoção da sustentabilidade e proteção ao meio ambiente e consequentemente geração de emprego e renda.
Com mais de 20 mil apicultores, a maioria proveniente da agricultura familiar, a Bahia apresenta uma significativa produção de mel: sendo o 4º estado do Brasil que mais produz. Segundo os dados do IBGE, em 2020 e 2021, o estado produziu cerca de 5 mil e 4,6 mil toneladas, respectivamente.
Segundo o presidente da Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura (Febamel), Franciélio Macedo, “nós temos uma atividade que produz na Bahia hoje mais de 5 mil toneladas de mel. São milhões de reais sendo movimentados pelo mercado, contribuindo para a agricultura familiar baiana e diretamente na vida dos apicultores. Temos muita gente atuando nessa atividade. Sem contar com a importância principal das abelhas, que é a polinização. Sabemos que 80% dos alimentos produzidos vem como consequência da polinização das abelhas”.
Alguns municípios se destacam nessa produção, como Campo Alegre de Lourdes, Jeremoabo, Remanso, Ribeira do Amparo, Tucano, Pilão Arcado, Ribeira do Pombal, Casa Nova, Banzaê e Serra do Ramalho. Ainda de acordo com o presidente da Febamel, “só em Tucano são produzidas 200 toneladas de mel por ano. Significa mais de 2 milhões de reais em produção para os apicultores”.
Os apicultores desempenham papel crucial no manejo adequado das colmeias, garantindo o bem-estar das abelhas e maximizando a produção de mel de forma sustentável. Ao estabelecer uma relação simbiótica com o inseto, o ser humano se torna importante aliado na preservação das colônias e na produção sustentável do mel. Essa abordagem responsável beneficia tanto as abelhas quanto os apicultores, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para a disponibilidade contínua desse valioso produto natural.
