Nesta segunda (16) a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) participou de audiência para tratar sobre ações de contenção e erradicação da monilíase do cacaueiro. O encontro foi organizado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri) e contou com representantes dos Estados da Bahia, Pará, Rondônia e Espírito Santo.
Hoje o cacau desempenha papel crucial para a agricultura familiar baiana, sendo fonte de subsistência para agricultores e agricultoras familiares principalmente da região Sul. Pensando nisso, o Governo do Estado tem unido esforços para que o fungo causador da doença, que ataca diretamente o fruto em qualquer fase do seu desenvolvimento, não chegue à Bahia, como explica o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso:
“Estamos nos antecipando com o que pode vir a acontecer nas lavouras de cacau no Estado da Bahia. A presença dos secretários do Pará, Rondônia e Espírito Santo é fundamental para discutirmos medidas conjuntas de combate à proliferação do fungo. Nosso objetivo é garantir que os produtores não sejam afetados por essa praga e possam continuar produzindo em grande quantidade. A união entre os estados é essencial para enfrentarmos esse desafio e protegermos a indústria do cacau”.
Na audiência, foi firmado um Protocolo de Intenções entre Espírito Santo, Pará e Bahia, que busca unir esforços e estabelece a cooperação técnica, vigilância e fiscalização do Trânsito Interestadual de Vegetais durante o período de 4 anos, podendo ser prorrogado. Além disso, assinada uma carta endereçada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacando a necessidade da criação de barreiras sanitárias para impedir a entrada da doença, fortalecimento dos laboratórios oficiais e/ou credenciados para diagnose precoce, realização de campanha de comunicação para orientar os produtores e produtoras, investimentos em pesquisas e no desenvolvimento de mudas resistentes à doença, entre outras medidas.
O secretário da SEAGRI, Wallison Oliveira, ressaltou essa cooperação. “O cacau é uma cultura de grande relevância para os estados presentes e a doença pode comprometer a produção e a qualidade dos frutos. Portanto, discutir estratégias de combate, trocar informações e buscar soluções conjuntas é fundamental para fortalecer a indústria e garantir a sustentabilidade dessa atividade”.
Estiveram presentes os secretários de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Wallison Torres; de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso; de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará, Giovanni Corrêa; de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo, Enio Bergoli; e de Agricultura de Rondônia, Luiz Paulo Batista, além de membros da Superintendência Federal da Agricultura/Mapa, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e do Ministério Público da Bahia.