Nead certifica agentes em festa de 15 anos

05/08/2015
Criado para atender servidores da Secretaria da Segurança Pública com problemas relacionados ao abuso de substâncias psicoativas, o Núcleo de Estudos e Atenção ao Uso de Drogas (Nead) comemorou 15 anos, na manhã desta quarta-feira (5), durante solenidade realizada no auditório do Ministério Público da Bahia, em Nazaré.



Vinculado à Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev), o Nead – que também atua na prevenção e capacitação dos servidores da SSP e oferece auxílio a familiares que enfrentam o problema – dispõe de acompanhamento psicológico e psiquiátrico e de profissionais de serviço social para tratamento de outros problemas da saúde mental, a exemplo do estresse. Desde a criação do Nead, 1380 policiais já foram beneficiados, totalizando 13 mil atendimentos.



Segundo o coordenador do núcleo, o psicólogo Gessé de Souza Silva, um dos maiores desafios para os próximos anos é levar os serviços ao interior do estado. "Já crescemos bastante e conseguimos expandir as atividades, realizando cursos preventivos. O objetivo agora é transformar a capacitação em curso de especialização", explicou.



Durante a solenidade, 55 servidores da sexta turma do Curso de Agentes Multiplicadores de Saúde – "Possibilidades e Expectativas

Quanto à Prevenção" receberam certificados. As inscrições para a sétima edição do curso terminam hoje.



"Vejo cada profissional desses como uma semente plantada não só nós locais onde atuam, mas também no dia a dia nas ruas", afirmou o superintendente da Prevenção à Violência, coronel PM Admar Fontes.



O evento reservou ainda uma palestra com a professora Marlene Miranda , mestre e pesquisadora da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal da Bahia. Integrante da Aliança de Redução de Danos, Fátima Cavalcanti, apresentou o painel "Dilemas da Prevenção".



Para a educadora, a articulação intersetorial é indispensável para se alcançar políticas preventivas eficientes. "Não adianta cada área falar de forma independente sobre o tema. A saúde deve se aliar à segurança, à justiça e à educação, para que juntos consigam identificar ações efetivas de prevenção ao abuso de substâncias psicoativas", opinou.