Mulheres integrantes das polícias militar, civil e técnica, grupamento feminino do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e quadro feminino das superintendências que compõem a estrutura da Secretaria da Segurança Pública (SSP) assistiram, na tarde desta quarta-feira (25), à palestra “Reflexões sobre a identidade da mulher policial e militar negra no contesto da SSP/BA: a experiência da mulher militar e policial em Angola”, que abriu a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em comemoração ao Novembro Negro.
No auditório da Universidade Corporativa do Serviço Público do Estado da Bahia (UCS), localizada na Avenida Barros Reis, a antropóloga portuguesa, professora Doutora Margarida Paredes, do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e discente do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), falou sobre sua experiência durante um ano com mulheres que participaram da guerra em Angola. “Convivi com combatentes, guerrilheiras e soldados femininas e pude perceber que elas têm uma realidade diferente das mulheres negras do Brasil”, revelou.
O tema agradou ao público, que lotou o evento organizado pela Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev). “Nosso desejo foi despertar a identidade dessas mulheres e promover o respeito à diversidade dentro da SSP”, afirmou o tenente-coronel Jaime Ramalho Neto, coordenador de ações institucionais e políticas públicas da Sprev.
Mulher, negra e de origem humilde, a capitã PM Sheila Barbosa, hoje ocupa o cargo de comandante da Base Comunitária de Segurança de Santa Cruz. Ela relata que, quando o preconceito aparece, a mulher deve ter a força necessária para vencê-lo, mostrando competência e apresentando bons resultados, “A mulher não pode mais ser vista como um ser frágil”, ressaltou.