PM faz parceria com Ipac para utilização de imóveis

28/04/2016

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) está desenvolvendo uma parceria para apoiar as estratégias de atuação do Comando-Geral da Polícia Militar na capital e interior. Alguns dos seus imóveis em Salvador, Lençóis e Cachoeira podem ser disponibilizados para a PM instalar corporações, postos avançados e sistemas de monitoramento de segurança. 



“Além disso, desejamos incluir a restauração do Quartel dos Aflitos, num grande projeto de reforma do complexo arquitetônico-histórico do Passeio Público e Palácio da Aclamação, com  recursos via Lei Rouanet”, afirmou o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. 



O quartel foi construído em 1639 pelo 16º governador da Bahia, Fernando de Mascarenhas. Foi base defensiva da cidade, ocupado pela Sabinada (1837) e hospital militar.  No final do século XIX, foi reconstruído, mas se arruinou na primeira metade do século XX.


 Em 1938, o comando retornou ao quartel, e em 1989 o prédio sofreu reforma. Hoje, ele abriga, além do comando, o subcomando, a comunicação, o planejamento, a inteligência e as coordenações de policiamento. 


O comandante-geral da PM, coronel Anselmo Brandão, já realizou três reuniões (duas delas ocorreram no Quartel dos Aflitos) com o diretor e a equipe técnica do Ipac. No último dia 20, ele visitou a sede do Ipac, no Solar Mirante do Saldanha, no Centro Histórico de Salvador. 



“O encontro entre Ipac e PM é importante para firmar parcerias, preservar o patrimônio do estado e otimizar o uso de imóveis, estreitando os laços entre as instituições”, ressaltou Anselmo durante a visita, em companhia do comandante do 18º Batalhão tenente-coronel Valter Menezes, e do capitão Davi Nazário.



Parque imobiiário


O Ipac possui um parque imobiliário de 226 imóveis na zona tombada do CHS, o que corresponde a cerca de 2% do total na região. O restante (98%) dos imóveis é de propriedade da Prefeitura de Salvador, de outros órgãos, de secretarias do governo estadual, de particulares e de irmandades da Igreja Católica. “Esses imóveis são também estratégicos para que a PM instale câmeras que monitorem a segurança pública nas ruas”, declarou o diretor do Ipac. 



Os 2% de imóveis do instituto no CHS surgiram a partir das reformas nas décadas de 1980 e 1990, quando casas, desapropriados pelo governo estadual, foram ocupadas para uso residencial e institucional. As ocupações atendem estratégias urbanístico-arquitetônicas, de fomento à economia e reforço às ações sociais nessa área. Todos os imóveis do Ipac se encontram em boas condições, em razão de estarem ocupados e de o instituto dispor de contrato de manutenção anual. 



Outra demanda discutida foi o policiamento do Museu de Arte Moderna (MAM), na Avenida Contorno, equipamento do Ipac. Em Salvador, além do MAM, o instituto tem o Palacete das Artes (Graça), Aclamação/Passeio Público (Campo Grande), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Solar Ferrão, museus Udo e Tempostal (Pelourinho). No interior, possui os museus do Recolhimento (Santo Amaro), Wanderley (Candeias) e Castro Alves (Cabaceiras).