Polo nacional de disseminação do Sistema Koban (modelo de policiamento comunitário aplicado pela polícia japonesa há mais de 100 anos), a Bahia iniciou, na manhã desta segunda-feira (6), a sétima turma do Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária. A capacitação, que vai até sexta-feira (10), é realizada na sede da Academia da Polícia Civil do Estado da Bahia (Acadepol), na Barros Reis, em Salvador, onde policiais militares de Bases Comunitárias de Segurança (BCS), companhias e batalhões são orientados sobre o modelo de policiamento que preza pela aproximação entre a polícia e a comunidade.
“O curso é voltado para agentes de segurança pública e nos dá uma visão mais humanista no tratamento com o cidadão. Isso, sem dúvida, amplia a qualidade dos serviços de segurança”, explicou o capitão Leandro Santana, chefe da Seção de Multiplicação Doutrinária do Departamento de Policiamento Comunitário e Direitos Humanos (DPCDH).
Disciplinas, como direitos humanos, relações interpessoais e mediação de conflitos fazem parte da matriz curricular nacional, definida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e aplicada pelo Estado desde 2011. Em cinco anos, o curso já capacitou 4,6 mil policiais, sendo 505 no primeiro semestre de 2016. Até o dia 10 de junho, a sétima turma, integrada por 50 a participantes, terá acesso ao conhecimento teórico.
De acordo com a soldado da BCS Calabar, Rair Valente, o exercício do policiamento comunitário ajuda a desconstruir concepções ultrapassadas da relação polícia-comunidade. “A capacitação é muito valiosa, pois mostra que os policiais estão do lado do cidadão e não é um mero repressor. O policiamento comunitário aproxima a polícia da comunidade para garantir o apoio ao cidadão”, ressaltou.
A Bahia é um dos oito estados brasileiros escolhidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) para disseminar a cultura de policiamento comunitário no país. Os policiais militares baianos, que trabalham em Bases Comunitárias de Segurança, vão desempenhar a função de agentes multiplicadores do modelo, tendo como responsabilidade a capacitação na região Nordeste. Também são polos disseminadores os estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Espírito Santo e Amazonas, além do Distrito Federal.
No segundo semestre deste ano, o Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária terá vagas abertas para todo o país. Para participar, o interessado deve entrar em contato com o Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos (DPCDH) por meio do telefone (71) 3115-9369 ou através do e-mail policia.comunitaria@pm.ba.gov.br. É necessário comprovar, por meio de documentos, que está em serviço ativo como policial militar.