Aulas de judô da PM transformam jovens em promessas do esporte

10/06/2016

Saúde, disciplina, defesa pessoal e exemplos de vida, tudo na mesma atividade. Graças à Polícia Militar, o judô cresce nas comunidades de Salvador, como no subúrbio ferroviário de Lobato, onde 66 jovens e crianças participaram nesta quinta-feira (9), na sede da 14º CIPM, do exame de graduação


Os nomes dos golpes e a contagem dos exercícios em japonês não espantam a garotada e a dedicação é recompensada.  Adiel Conceição, 12 anos, passou direto da faixa branca para a azul, saltando à cinza. “Judô é, para mim, uma filosofia de vida e está sendo importante, aqui no Lobato, porque várias pessoas aprenderam uma arte marcial”, afirmou, acrescentando que “o professor puxa muito da gente, cobra educação e respeito, principalmente à família”.


 A mãe de Adiel, Nádia Rosângela de Oliveira, constatou que o garoto se transformou após as aulas de judô, inclusive com um melhor aproveitamento escolar. “Ele era muito nervosinho e melhorou na escola. Ficou mais calmo e tranquilo”, lembrou. 


O projeto Judô começou em agosto de 2015, com o soldado André Sales, faixa preta terceiro dan, e já beneficia 386 jovens e crianças, entre meninos e meninas. “É uma experiência de vida, a gente se torna um pai para esses jovens e crianças. Se todos tivessem essa visão, teríamos uma comunidade muito melhor. A gente mostra que a garotada não precisa estar no meio das drogas, fazer coisas erradas”. 



Exemplos 


Os exemplos de sucesso do esporte para inspirar a garotada são vários. Um deles é Rodrigo Ferreira, que já conseguiu a faixa preta e hoje é atleta profissional. “Conheci o judô e iniciei com o professor André num projeto social. Fui competindo, entrei na equipe do Esporte Clube Vitória e quero agradecer ao professor e ao meu treinador”. 




Os alunos que já se tornaram atletas são uma esperança para o esporte baiano. Segundo o comandante da 14ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Carlos Humberto Moreira, é notório o crescimento deles. “Judô significa caminho suave e os garotos têm sido preparados criteriosamente e de forma bastante carinhosa, com alguns já participando de campeonatos baianos e obtendo bons resultados”, declarou. Esperançoso, disse ainda que “temos segundos e terceiros lugares”, e que “o ouro está próximo”.


 Afirmando já ter 11 alunos na faixa preta e com dois deles promovendo trabalhos semelhantes no Calabar e em Pirajá, major Moreira garantiu que 


o esporte proporciona aproximação e relação amigável e harmônica entre a comunidade e o Governo do Estado, por meio da Segurança Pública. “É uma oportunidade para que essas crianças tenham um olhar crítico para seguirem e trilharem bons caminhos”, pontuou.