Resultado da análise das circunstâncias que geram o cometimento de crimes contra a vida, o encontro "Integrando o Pacto Pela Vida: Segurança Pública e Justiça Criminal" reuniu, nesta segunda-feira (13), no auditório do Gran Hotel Stella Maris, representantes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para discutir a responsabilidade de cada setor na luta pela redução dos índices criminais.
Presidido pelo governo Rui Costa, o evento reuniu todas as instituições que influenciam direta ou indiretamente na segurança pública do estado. “Não adianta nós nos ancorarmos nas dificuldades. Deve haver um esforço maior de todos e por isso estamos aqui. Para debater métodos de superar as limitações", destacou.
Rui também sugeriu a ampliação das discussões com a elaboração de um calendário de eventos semelhantes com representantes dos três poderes no interior do estado.
Com a participação de desembargadores, juízes, promotores, procuradores de justiça, defensores públicos, delegados de polícia, oficiais da Polícia Militar e integrantes da administração prisional, o encontro abriu o espaço para a abordagens das dificuldades encontradas por cada setor para a execução de suas atribuições.
O secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, apresentou os dados da pasta desde a implantação do PPV, em 2011. "Nós devemos apontar as dificuldades encontradas, mas não podemos deixar de apresentar os avanços que conseguimos com muito esforço ao longo desses cinco anos", afirmou.
Para Barbosa “é preciso que toda a sociedade tenha a consciência do seu papel para uma convivência mais pacífica". Entre os avanços na área alcançada pelo PPV, citou a mudança na metodologia de policiamento, com a chegada das Bases Comunitárias de Segurança (BCSs), a criação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, a criação de programas de conscientização de crianças e jovens sobre o risco do uso de drogas, como o Proerj, dentre outros avanços.
Participaram do encontro a presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), Maria do Socorro Santiago, a procuradora-geral de Justiça, Ediene Santos Lousada, o defensor público geral, Cleriston Cavalcante de Macedo, e os secretários da Administração Penitenciária e Justiça Cidadania e Direitos Humanos, respectivamente, Nestor Duarte e Geraldo Reis.