Para marcar o encerramento da Expo Segurança 2017, que tem o objetivo de levar ao público as tecnologias e as técnicas policiais e de segurança à disposição de suas unidades, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) programou uma exposição de viaturas, uma apresentação sobre noções básicas de primeiros socorros feita pelos bombeiros militares, além da visita ao ônibus-delegacia utilizado pela Polícia Civil em grandes eventos, na área externa do Shopping da Bahia. A programação do último dia do evento vai das 9h às 16h deste sábado (18).
Nesta sexta-feira (17), uma das atrações da mostra foi o setor de Retrato Falado do Departamento de Polícia Técnica (DPT). "O que mais achei interessante foi a tecnologia que está a serviço da polícia, que dá subsídios para os policiais descobrirem crimes como homicídios e assaltos, por exemplo, e é impressionante como o retrato falado fica muito próximo da foto do criminoso", disse o autônomo Paulo César Barbosa, uma das centenas de visitantes da Expo Segurança.
De acordo com o perito técnico Amós Heber, a maior curiosidade do público é sobre como o retrato falado é feito e as tecnologias que são utilizadas atualmente.“Muitas pessoas ainda acham que fazemos na base do papel e lápis, e hoje utilizamos o programa Horus, que possui uma variedade de modelos de nariz, olhos e bocas, e além disso temos um banco de dados da Polícia Federal que também está a nossa disposição”, explicou o perito, lembrando ainda que após a confecção básica do trabalho detalhes como cicatrizes, tatuagens ou marcas de acne são adicionados com o auxílio do Fotoshop.
Ainda segundo ele, o que a pessoa precisa se concentrar para relatar as características de um criminoso é o "triângulo do rosto", formado pelos olhos, boca e nariz. "Isso porque os cabelos, a barba o criminoso pode atém alterar, mas as características desse miolo do rosto é muito difícil", disse Heber, que está a dez anos trabalhando com Retrato Falado no DPT.
Outra atração bastante visitada neste segundo dia da Expo Segurança foi o stand do Corpo de Bombeiros, que colocou a disposição do público modernos equipamentos que são utilizados em acidentes automobilísticos, desabamentos e soterramentos, por exemplo. "Fazemos aqui uma apresentação de diversos acidentes domésticos que podem vitimar crianças. Só no Brasil cerca de cinco mil crianças morrem por ano vítimas de acidentes como esses, dados do DATASUS e da ONG Criança Segura", afirmou o Major Ramon Diego do Corpo de Bombeiros.
"Gostei muito da Câmara de Escombro, que ajuda o Bombeiro a localizar uma vítima soterrada, da câmara térmica e também das roupas especiais, como a de enfrentar um incêndio. Além disso esses equipamentos para trabalhar com acidentes de carro, por exemplo", disse o estudante Rafael Albuquerque.