Que a pirataria representa um problema para a economia, não há dúvidas. Dados do 'Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade' apontam que, em 2016, empresas, indústrias e o poder público deixaram de ganhar R$ 130 bilhões com a venda de produtos falsificados. E parte deste material apreendido passa por perícia para atestar a autenticidade. Aqui na Bahia, a Coordenação de Documentoscopia Forense, do Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto (Icap), é a responsável por este tipo de análise.
“Nós realizamos o exame de autenticidade para identificar os elementos de segurança das marcas que possam atestar se um produto é falso ou não”, explicou Adriana Queiroz, perita criminal e coordenadora de Documentoscopia.
Neste tipo de perícia é utilizado o vídeo comparador espectral, equipamento que, através da luz ultravioleta, permite observar elementos de segurança que a olho nu não seriam identificados, além da inclusão ou retirada de textos em documentos.
Fora as análises das marcas, são realizadas perícias de autenticidade em documentos oficiais (carteiras de identidade e habilitação), cédulas, cartões de crédito, documentos não oficiais (contratos) e grafotécnicas, que apontam se alguém assinou determinado documento, autoria (quem é o falsificador), unicidade de punho (comparação entre duas escritas para comprovar se feitas pela mesma pessoa) e escrita sulcada (análise das marcas deixadas em papéis que podem apontar o que foi escrito em folhas, por ventura subtraídas de agendas e contratos dentre outros documentos).
Outros dois equipamentos auxiliam na realização destes exames: o detector eletrostático é capaz de revelar textos em escritas sulcadas (marcas deixadas em folhas pela pressão da caneta) e o espectrômetro raman, que aponta se um texto foi escrito pela mesma caneta a partir da análise das tintas.