14/05/2015
Há uma série de mitos quando o assunto é localizar pessoas desaparecidas. Não é preciso esperar 48 horas, por exemplo. Com o DPP Itinerante, o registro pode ser feito na hora. A viatura, que nesta quinta-feira (14), até às 16 horas, realizou cadastro de ocorrências na Estação Mussurunga, em Salvador, foi a oportunidade da vendedora Lindinalva Cardoso procurar ajuda para achar o sobrinho desaparecido desde o ano passado.
"O nome do meu sobrinho é Francisco Cardoso dos Santos e ele está fora de casa desde dezembro de 2014. Conseguimos encontrá-lo em janeiro deste ano, mas ele sumiu de novo. Não aguento mais essa situação e já cadastrei o seu nome nessa busca. Espero que ele seja achado", contou dona Lindinalva.
Na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), criada em 2012, são registradas cerca de 30 ocorrências ao mês. As denúncias podem ser feitas na sede daquela unidade, no final de linha da Pituba, por meio da página da delegacia no Facebook, ou ainda pelo Whatsapp Desaparecidos: 8643-4007.
"Nosso tratamento é igualitário, seja criança, adolescente e idoso. As mídias sociais estão sendo muito usadas pelos órgãos da Segurança Pública como mais uma ferramenta que auxilia a polícia nas investigações criminais e na localização de pessoas desaparecidas. Muitos jovens retornam para casa por influência das redes sociais", explicou a delegada titular da DPP, Heloisa Simões.
Durante ação na Estação Mussurunga, uma equipe da DPP, formada por delegados, escrivães e investigadores, promoveu panfletagem e orientou a população sobre como agir em situações de desaparecimento de amigos e familiares.
Mesmo depois de 26 anos sem ver o irmão, a auxiliar Maria Raimunda Nascimento, 41 anos, mantém a esperança de saber o seu paradeiro. "Eu tinha 15 anos quando meu irmão, na época com 19, saiu de casa para comprar pão e nunca mais voltou. Éramos 12 irmãos e ele até hoje deixa um vazio entre nós. Minha mãe também sofre muito com isso, Nós sentimos que ainda podemos encontrá-lo e por isso vamos continuar procurando", afirmou.
Na Rodoviária
A campanha para identificar pessoas desaparecidas foi feita também na Estação Rodoviária de Salvador. A ação DPP Itinerário, promovida pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), no dia 7 de maio, cadastrou 12 ocorrências, sendo oito de reencontro de familiares e quatro de pessoas desaparecidas.
Além de boletim de ocorrência, há necessidade da apresentação de uma foto, do nome e da idade da pessoa desaparecida, para que seja feito o cadastro. Atualmente, o banco de dados da DPP possui 100 nomes e, em 70% dos casos, de adolescentes, que fogem do lar pelos mais variados motivos, como envolvimento com drogas, briga com os pais, homossexualidade não aceita pelos parentes, dentre outros.
"O nome do meu sobrinho é Francisco Cardoso dos Santos e ele está fora de casa desde dezembro de 2014. Conseguimos encontrá-lo em janeiro deste ano, mas ele sumiu de novo. Não aguento mais essa situação e já cadastrei o seu nome nessa busca. Espero que ele seja achado", contou dona Lindinalva.
Na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), criada em 2012, são registradas cerca de 30 ocorrências ao mês. As denúncias podem ser feitas na sede daquela unidade, no final de linha da Pituba, por meio da página da delegacia no Facebook, ou ainda pelo Whatsapp Desaparecidos: 8643-4007.
"Nosso tratamento é igualitário, seja criança, adolescente e idoso. As mídias sociais estão sendo muito usadas pelos órgãos da Segurança Pública como mais uma ferramenta que auxilia a polícia nas investigações criminais e na localização de pessoas desaparecidas. Muitos jovens retornam para casa por influência das redes sociais", explicou a delegada titular da DPP, Heloisa Simões.
Durante ação na Estação Mussurunga, uma equipe da DPP, formada por delegados, escrivães e investigadores, promoveu panfletagem e orientou a população sobre como agir em situações de desaparecimento de amigos e familiares.
Mesmo depois de 26 anos sem ver o irmão, a auxiliar Maria Raimunda Nascimento, 41 anos, mantém a esperança de saber o seu paradeiro. "Eu tinha 15 anos quando meu irmão, na época com 19, saiu de casa para comprar pão e nunca mais voltou. Éramos 12 irmãos e ele até hoje deixa um vazio entre nós. Minha mãe também sofre muito com isso, Nós sentimos que ainda podemos encontrá-lo e por isso vamos continuar procurando", afirmou.
Na Rodoviária
A campanha para identificar pessoas desaparecidas foi feita também na Estação Rodoviária de Salvador. A ação DPP Itinerário, promovida pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), no dia 7 de maio, cadastrou 12 ocorrências, sendo oito de reencontro de familiares e quatro de pessoas desaparecidas.
Além de boletim de ocorrência, há necessidade da apresentação de uma foto, do nome e da idade da pessoa desaparecida, para que seja feito o cadastro. Atualmente, o banco de dados da DPP possui 100 nomes e, em 70% dos casos, de adolescentes, que fogem do lar pelos mais variados motivos, como envolvimento com drogas, briga com os pais, homossexualidade não aceita pelos parentes, dentre outros.