Divulgado balanço final de operação conjunta

Publicado: 10/08/2015
A Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM) apurou que os seis traficantes mortos na sexta-feira (7), durante operação conjunta das polícias Civil e Militar, nos bairros de Valéria e Fazenda Coutos, estavam envolvidos em 13 homicídios na região, entre os dias 25 de fevereiro e 25 de julho deste ano. Dois deles, no entanto, não possuem registros policiais.

Ao comentar nesta segunda-feira (10) o balanço final da operação, o delegado Odair Carneiro, titular da DHM, disse que o grupo integra uma quadrilha responsável por dezenas de crimes, dentre eles o triplo homicídio dos traficantes rivais Fábio Conceição Brito, o "Cebola", Ubiraí Albana Nascimento e um homem de prenome "Caíque", mortos a tiros no dia 25 de fevereiro, em Fazenda Coutos.

Em 9 de abril, o grupo executou no Jardim Valéria o policial militar da reserva José Nilton de Aleluia. Outro triplo homicídio atribuído à quadrilha ocorreu no dia 8 de junho, quando foram assassinados Edvaldo Lima da Paixão, Jéferson Pereira dos Santos e Juvenal Santos da Silva.

Émerson Souza Santos, José Mateus Oliveira de Souza e um terceiro homem que sobreviveu também foram vítimas do grupo no Jardim Valéria. Eles foram atacados pelo bando na noite de 23 de julho, dois dias antes da chacina que vitimou o policial militar Osvaldo Costa da Conceição Filho, o filho dele, Heillander da Silva Conceição, e outras duas pessoas.

Durante as investigações destes crimes, o que chamou a atenção foi o relato de testemunhas quanto à violência dos criminosos. "A quadrilha tem como modus operandi torturar as vítimas antes de matá-las, sempre com muita crueldade, utilizando facões e esquartejando os corpos", salientou o delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Mandados

Dos seis traficantes mortos em confronto, quatro possuíam antecedentes criminais. Marcos Santos de Jesus, 24 anos, por prática de roubo de veículo, tráfico, homicídio, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma, tentativa de homicídio e Lei Maria da Penha. José Márcio Cardoso de Jesus, 29, já havia sido preso envolvido em roubo de carros e Hugo Leonardo Farias dos Santos, 22, com mandado de prisão em aberto por homicídio, respondendo a inquéritos por receptação e roubo de veículos.

Jorge Lucas Santos da Cruz, 23, preso por tráfico de drogas, possuindo ação penal. Lucinei Cardoso Barbosa, o "Pinha" ou "Gago", 34, com a prisão decretada e, juntamente com todos os comparsas mortos, participou da chacina que vitimou um sargento PM e outras três pessoas.

O último identificado foi o adolescente de iniciais Adriano de Jesus Santos, 15 anos, sem passagem pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI). A polícia investiga o seu envolvimento na quadrilha, uma vez que teve o nome indicado por testemunhas e comparsas como participante em diversos homicídios.

Os seis reagiram à abordagem, em quatro confrontos distintos, disparando contra os policiais. Houve troca de tiros e, embora socorridos ao Hospital do Subúrbio, não resistiram aos ferimentos. Seis armas foram apreendidas com os traficantes mortos: duas pistolas calibres ponto 40 e 380 e quatro revólveres calibre 38.

Flagrantes

Das 13 pessoas conduzidas ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), apenas cinco permaneceram presas: Rodrigo Santos de Jesus, Mateus Gomes de Jesus, Leomar Batista da Visitação e Paulo Sérgio de Jesus Santos, flagrados, nas localidades do Iraque e Lagoa da Paixão, em Valéria, com porções de cocaína, crack e maconha, dois coletes antibalísticos, balanças, facas, facões e R$ 9 mil, e Éverton Lucas Soares da Silva, foragido da carceragem da Delegacia Territorial de Santo Amaro, com mandado de prisão em aberto por condenação a seis anos de prisão por tráfico de drogas, surpreendido  na Lagoa da Paixão, em Valéria.

Lucas também era investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (Baía de Todos os Santos), pela morte de Roberto Dias Lima, em 4 de junho de 2015.