Presos envolvidos na morte do cabo da PM

22/09/2015

Tawan da Silva Barbosa Tosta, 19 anos, envolvido na tentativa de assalto que resultou na morte do cabo PM Arisvaldo das Neves Santana, 47, e ferimentos no estudante Marlon Figueiredo, na noite de segunda-feira (21), na Avenida Paralela, foi preso, momentos depois do crime, em Mata Escura, pela Rondesp/Central, e conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).


O autor do disparo contra o policial, Antônio de JesusOliveira, 37, comparsa de Tawan, localizado em casa, na rua 7 de Setembro, em Mata Escura,está custodiado no Hospital Roberto Santos, ferido no peito pelo militar. O veículo VW Gol, cor prata, placa NTQ- 4941, utilizado pelos assaltantes, e as roupas que Antônio usava na hora do assalto foram apreendidas. Tawan conduziu o carro durante a fuga.


De acordo com o delegado Odair Carneiro, titular da Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM), o cabo Arisvaldo teria reagido à abordagem dos ladrões, quando saía da faculdade, acompanhado da mulher e de um sobrinho. O trio foi atacado pelos assaltantes, quando transitavam pela passarela, em frente ao Centro Universitário Jorge Armado. Houve troca de tiros e o PM foi baleado no tórax e na axila, morrendo no local.


Mesmo ferido, o cabo, lotado no Departamento de Modernização e Tecnologia (DMT) da Polícia Militar, chegou a balear Antônio. Atingido na ação, o estudante Marlon foi socorrido para o Hospital São Rafael. A arma, utilizada pelos ladrões, ainda não foi localizada. Tawan e Antônio foram autuados por latrocínio.


Depois de apresentado à imprensa, na manhã desta terça-feira (22), no DHPP, durante coletiva conduzida pelo delegado Odair Carneiro, titular da DHM, e pelo major PM Agnaldo Ceita, comandante da Rondesp/Central, Tawan foi encaminhado ao sistema prisional.


Em 2015, já foram registrados, com o episódio de ontem, nove casos de policiais militares assassinados em Salvador e Região Metropolitana, em atividade ou em horário de folga. Todos esses homicídios estão sendo investigados pela Força-Tarefa, instituída pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), reunindo integrantes das polícias Civil e Militar. Do total, oito foram solucionados, apenas a morte do sargento Wellington Cavalcante, em 11 de agosto, continua sendo apurada.