As luzes forenses emitidas pelo LumatecSuperlite 400 – equipamento utilizado para varredura em locais de ação violenta, sobretudo em grandes áreas – surpreenderam e encantaram o público que visitou o estande do Departamento da Polícia Técnica (DPT) na feira da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia.
O evento, que se estendeu até domingo (25), foi realizado na sede do Senai/Cimatec, localizada na avenida Orlando Gomes, em Piatã, desde a última quinta-feira (22), e teve este ano como tema “Luz, Ciência e Vida”.
“Com este aparelho é possível revelar fluidos orgânicos e microvestígios, a exemplo de sangue, impressões digitais e traços de pólvora”, explicou o diretor do DPT, perito ElsonJeffeson Neves da Silva, lembrando ser esta a primeira participação da Polícia Técnica na SNCT.
“Além do LumatecSuperlite 400”, ressaltou, “disponibilizamos ainda, durante estes quatro dias de feira, equipamentos portáteis para detecção de drogas, identificação de cédulas e documentos, softwares para elaboração de retrato falado e análise de celulares, além das técnicas para levantamento das impressões digitais e perícia de meio ambiente”.
O jovem Lúcio Meireles, estudante do colégio estadual Rômulo Almeida, gostou bastante da feira. “Aqui, tudo, para mim, é novidade”, pontuou, ao observar o equipamento revelar manchas, invisíveis a olho nu.Alunos de inúmeras escolas da capital, assim como Lúcio, tiveram a oportunidade de ver exposições nas áreas da robótica, engenharia civil, energia solar, química, física e ciências forenses. No total, 35 instituições apresentaram pesquisas e tecnologias diversas.
"Este tipo de evento é fundamental para despertar nos jovens a necessidade e importância da pesquisa e do empreendedorismo", declarou Amália Matos, professora do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira.
A procura por informações sobre a atuação do DPT e a respeito do processo para ser admitido na Polícia Técnica foi intensa, de acordo com a perita criminal Dayana Barbosa. “A pergunta mais frequente era: o que faço para trabalhar com vocês ?”Afirmou ainda Dayana que a presença da perícia na feira também se mostrou importante “no sentido de oferecer mais uma opção profissional para os jovens que nos visitam”.