Bioterrorismo, aspectos jurídicos do acidente de massa, prevenção, investigação e resgate de acidentes aeronáuticos, protocolo da Interpol para identificação de vítima de acidente de massa, dentre outros temas, foram discutidos durante o I Congresso Internacional de Desastres de Massa, realizado em Feira de Santana, nos dias 30 de outubro e 1º de novembro, nas dependências da Uefs.
De acordo com o coordenador do evento, professor Jeidson Marques, o congresso foi “um teste para as Olimpíadas de 2016”, ao lembrar que a chama olímpica passará por Feira, “Ações de inteligência, segurança e resposta a incidentes devem ser executadas", pontuou.
Para o coordenador da Grande Regional Recôncavo do Departamento de Polícia Técnica, Renato Lacerda Júnior, as palestras ali ministradas foram “muito interessantes”, destacando a integração e a sincronia das diversas forças, organizações, e entidades civis e militares envolvidas, “o que irá garantir uma resposta mais rápida para a solução dos problemas".
No encerramento, ocorreram simulados no aeroporto Governador João Durval para atendimento de acidente aéreo com múltiplas vítimas e suspeita de explosivos. Participaram do congresso, além do DPT, Interpol, Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, Polícia Militar, através do Bope e Graer, Polícia Civil, Corpo de Bombeiro Militar, Defesa Civil, Guarda Municipal, Samu, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Bombeiros Civis, VIABahia,e universidades.
A Polícia Técnica possui, desde 2012, o protocolo para Atuação em Situações de Desastres de Massa, responsável pela criação de normas que asseguram um funcionamento eficiente das forças de segurança e defesa social em caso de desastre. Em 2015, foi editada uma nova versão do documento, baseada na edição da Interpol atualizada em 2014, e traz como novidades procedimentos para os casos que envolvem acidentes químicos, radiológicos e biológicos, além de descrever, com mais detalhes, o trabalho que deve ser realizado no local do acidente.