Projeto reforça aproximação da PM com a comunidade

Publicado: 30/11/2015

Mais de 130 garotas, na faixa etária de 10 a 19 anos, entraram em quadra no sábado (28) para a disputa do campeonato de futsal do Projeto Na Base do Esporte, uma das ações sociais do programa estadual Pacto Pela Vida. As atletas representaram 10 bairros de Salvador e Região Metropolitana, onde funcionam bases comunitárias de segurança (BCS), em nove partidas – de 20 minutos cada – realizadas no Ginásio do Sesi de Simões Filho.



Organizado pelas secretarias estaduais da Segurança Pública (SSP), da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), o projeto, contribuiu para o desenvolvimento do esporte e lazer nas comunidades.
 


Para a camisa 11 do Nordeste de Amaralina, Camila Santos, 14 anos, a iniciativa trouxe aprendizado com o intercâmbio social. “Nunca havia participado de um campeonato organizado como este. É muito interessante. A gente passa a conhecer muita gente, faz amizade, conversa e aprende coisas com o pessoal de outros bairros”, disse a autora do primeiro gol da competição.



Segundo a capitã PM Sheila Barbosa, comandante da Base Comunitária de Santa Cruz, esta ação é mais uma alternativa de aproximar a polícia do cidadão. “Uma vez que nós estamos falando de comunidades em que historicamente sempre houve muita criminalidade, eventos como este são muito importante para afastar os jovens do caminho da marginalidade e aproximá-los de uma trilha do bem com oportunidades. Além disso, ajuda a fazer com que esses adolescentes passem a ver o policial como um aliado e deletar a imagem de repressor da cabeça deles”.



Para o coordenador de Apoio ao Esporte da Sudesb, Paulo César Vieira Lima, “o esporte educa, disciplina e distrai. No aspecto educativo, é muito importante, funciona como uma alternativa de mudança de concepção”. Até quem perdeu se divertiu durante o evento esportivo. Das arquibancadas, o público acompanhou belos lances: o repertório de jogadas foi extenso, mas o drible mais desconcertante do dia foi dado na falta de autoestima e na exclusão social.



“A prática do esporte não tem idade nem limitações de cor e sexo. Praticamos porque gostamos. Às vezes, na comunidade, falta esse tipo de incentivo, mas queremos cada vez mais participar de eventos esportes e artísticos-culturais”, afirmou a goleira do time de Águas Claras, Iolanda Nery. Foram representadas no campeonato, as comunidades de Rio Sena, Bairro da Paz, Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Nordeste de Amaralina, Fazenda Couto, Calabar, Águas Claras, Itinga e Camaçari.