Servidores da SSP contam como a adoção transformou suas vidas

24/05/2016

“Estávamos andando pela praia e, de repente, encontramos uma grande concha. Dentro dela achamos essa linda joia”. Dessa forma lúdica, o capitão PM Vagner Magalhães Costa e a sua mulher Isadora Ribeiro Silva Costa contam como conheceram a filha Pérola Silva Costa, 6 anos, fruto de adoção, enquanto a criança ouve atentamente a conversa.


A Secretaria da Segurança Pública selecionou três de inúmeras histórias de servidores da instituição que passaram por processos parecidos, para lembrar o Dia Nacional da Adoção, a ser comemorado nesta quarta-feira (25).


Lotado na Corregedoria da Polícia Militar, Vagner contou ter sido surpreendido pela então namorada Isadora, quando do pedido de noivado, sobre o desejo de adotar uma criança. “Falei para ele que só aceitaria casar se, durante as tentativas de engravidarmos, adotássemos uma criança”, disse Isadora.


Com o sim de Vagner, o casal deu entrada no processo e, após um ano e oito meses de espera, foi contemplado com a notícia de que estaria apto para a adoção. Depois de Pérola, Isadora engravidou e teve um menino chamado Augusto, atualmente com quatro anos. A família reside atualmente no bairro de Pernambués.


“Para quem pensa que ajudamos uma criança está enganado. Pérola é que mudou nossa vida para melhor. Ela é um presente de Deus”, declararam Vagner e Isadora, acrescentando que outros casais, alguns com problemas para engravidar, deveriam pensar nessa alternativa.





Outra joia


Separadas por alguns quilômetros, outra joia preciosa mudou para melhor a vida da servidora da Polícia Civil Anna Kelly Farias. Moradora de Itapuã, ela contou que uma vizinha ficou grávida e a convidou para que fosse a madrinha da criança. “Duas semanas depois do nascimento, chegou para mim e para meu marido e nos pediu pra assumir a menina, pois não tinha condições de criá-la. Demos a ela o nome de Pérola Dominique”, afirmou.


O casal Ana Kelly/David Paixão lembrou sorrindo que, como já tinha dois filhos (David Brenner e Lawanna Kelly) pelo método tradicional antes de Pérola aparecer, optou por David realizar o processo de vasectomia e ‘fechar a conta’. Kelly Farias explicou que antecipou as férias para criar do bebê recém-nascido e deu entrada no processo de transferência da guarda. “Em sete meses, tudo estava regularizado”, revelou David.


Além do carinho incondicional dos pais, Pérola tem a proteção do irmão mais velho e as briguinhas comuns com a irmã do meio. “Se pudéssemos pegaríamos outra criança para criar”, afirmou a ‘babada’ mamãe.





Do interior para a capital


A terceira história de policiais que adotaram crianças tem algumas particularidades e começa no município baiano de Paulo Afonso, distante 434 quilômetros de Salvador. A delegada Joelma Jezler Palmeira e o marido são donos de uma fazenda naquela cidade e deram abrigo a uma família alagoana, que veio para a Bahia em busca de emprego.


“Passamos a acompanhar a rotina do grupo e, a pedido dos pais, trouxemos Michelly para morar em Salvador e ter acesso a tudo a que uma criança tem direito. Ela chegou com 14 anos e atualmente tem 18”, explicou Joelma, acrescentando que já possui a guarda definitiva.


Nas idas a Paulo Afonso para que a garota não perdesse o contato com os familiares, surgiu a vontade do casal de dar as mesmas oportunidades para Mayara, 14, uma das irmãs de Michelly. “Fizemos esse grande esforço pensando em ajudá-la. Queremos que estudem, se formem e não abandonem os pais e irmãos”, disse Joelma Jezler, que fez questão de frisar que as irmãs se dão muito bem com as duas filhas biológicas do casal.


“O processo de Mayara ainda está no estágio de guarda provisória, mas temos a certeza de que ela será convertida em definitiva e, posteriormente, em adoção. Se pudéssemos faríamos tudo novamente”, explicou.