Inquérito remetido ao MP conclui que queda matou estudante

27/07/2016

O inquérito policial, que apurou o caso do estudante Leonardo Moura, 30 anos, foi remetido, nesta quarta-feira (27), para o Ministério Público (MP), e aponta queda como causa da morte. Catorze testemunhas depuseram na 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), entre socorristas, policiais militares, familiares, moradores da região e a médica do Hospital Geral do Estado (HGE), que prestou o primeiro atendimento à vítima.





De acordo com a médica, a última a ser ouvida pela delegada Mariana Ouais, titular da 1ª DH e presidente do inquérito, Leonardo chegou ao hospital com lesões aparentes condizentes com o relato de queda feito pelos socorristas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). “Ele estava cheio de areia e com escoriações simétricas e discretas. Não havia sangramento aparente, nem lábios partidos. Não se queixava de dor”, afirmou.





Há sete anos trabalhando no HGE, a médica, cirurgiã-geral, disse que Leonardo relutava, não queria ficar na maca e saía o tempo todo. “Tanto que fui avisar ao chefe do plantão que ele estava inquieto e, por isso, difícil de intermediar a solicitação dos exames (tomografia da região da bacia, tronco, pescoço e cabeça)”. Acrescentou ainda que, ao voltar para sala de sutura, onde Leonardo estava, “não o encontrei e relatei o sumiço”.





Questionada sobre as bolsas de sangue na parte inferior do olho do estudante, explicou que uma lesão na região óssea do nariz é compatível com a equimose (acúmulo de sangue) tão simétrica que ele apresentava no dia seguinte à entrada no Hospital, versão que coincide com a de três testemunhas que viram o estudante cair com o rosto voltado para a areia.





Relatos transmitidos para a delegada Mariana Ouais registram também um pequeno sangramento no nariz de Leonardo, logo após sua queda da balaustrada, no Alto do Sereia, na Avenida Ocêanica. “Não existem imagens no local onde ele caiu, mas as informações coletadas, principalmente das testemunhas e dos profissionais de saúde, são suficientes para fecharmos o caso”, assegurou Ouais.