Diante de uma plateia atenta e curiosa, os 34 músicos policiais da 'Patrulha Musical' levaram diversão e conhecimento, na manhã desta segunda-feira (22), para o Instituto dos Cegos da Bahia, no bairro do Barbalho, em Salvador. Como parte do projeto social 'Patrulha do Bem', a Polícia Militar tem promovido não apenas a arte, mas a inclusão social e o entretenimento através de apresentações realizadas em creches, asilos, hospitais e diversos locais da cidade.
A apresentação também ganhou um teor didático: crianças, jovens e adultos que assistiram ao espetáculo escutaram, além das canções, os instrumentos separadamente e tiveram oportunidade de tocar e de sentir o formato e a textura de alguns deles com as mãos.
Para o maestro da Banda de Música Wanderley da Polícia Militar da Bahia, tenente Marcelo Sarmento, o projeto reforça a missão desses homens e mulheres que integram o grupo. “É importante que a população saiba que estamos aqui, não somente fardados nas ruas, garantindo a segurança, mas também fazendo esse trabalho social de aproximar as pessoas da corporação e, de uma maneira tão gratificante, levando arte. Ficamos muito felizes em alegrar a vida dessas pessoas com a música”, explicou.
Na plateia estavam pessoas de todas as idades, desde crianças pequenas até adultos, que conhecem o instituto há muito tempo e até hoje mantém uma relação com a música, como é o caso de Alessandra de Lima, 37 anos. “Eu cheguei no Instituto de Cegos da Bahia com seis anos, já passei por internato, faço muitas atividades aqui, mas minhas preferidas são as aulas de música e de técnica vocal. Participei do coral e ainda canto na igreja evangélica que frequento. Gosto de ouvir e de cantar. Música é vida”.
Entre as atividades, o instituto oferece aulas de iniciação musical, musicografia em braile e técnica vocal. De acordo com a professora de música, Cátia Cucchi, esta é uma forma de estimular e dar opções para a vida profissional dos alunos. “A música é um importante veículo de socialização, proporciona a valorização da autoestima dos nossos educandos, além de criar oportunidade de empregos. O aluno pode ser um músico profissional, capacitando-se a dar aulas. Temos alunos que têm bandas, cuidam da parte religiosa de igrejas. A música contribui muito na formação do ser humano. A arte é uma forma de valorizar essas pessoas, que são capazes, apenas não enxergam”, enfatizou.
Patrulha Musical leva diversão para o Instituto de Cegos
22/08/2016