Em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (7), no Plenarinho da Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia, a Secretaria da Segurança Pública(SSP), debateu com representantes de órgãos municipais e estaduais os '15 Anos do Serviço Viver: situação atual', avanços e possíveis mudanças.
Porta-voz do governador Rui Costa e do secretário Maurício Teles Barbosa no evento, o superintendente de Prevenção a Violência (Sprev), coronel PM Admar Fontes, lembrou que acompanha de perto o trabalho realizado no projeto e, afirmou ainda, que se emociona a dedicação dos profissionais que ali atuam.
Na ocasião, o Viver foi definido pela presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia legislativa da Bahia, deputada Fabíola Mansur, como um dos serviços de maior êxito no país. A frente da discussão, lembrou a necessidade de ampliação e manutenção do serviço. “Temos que celebrar os 15 anos, mas pedir também a restruturação e manutenção do projeto”, garantiu.
A discussão foi aberta a funcionários do espaço e integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Grupo de trabalho da Rede de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, dentre outros.
Sobre o Viver
Inserido na Sprev, o projeto tem sede no Instituto Médico Legal (IML), além de filial em Periperi, e acolhe vítimas de violência sexual que chegam a unidade em busca atendimento médico psicológico e orientação jurídica de forma espontânea ou encaminhados por alguma repartição policial.
A coordenadora do Viver, Dayse Dantas Oliveira, apresentou um perfil dos principais agredidos e agressores. “Cerca de 45% dos agressores são conhecidos: vizinhos, amigos e outros e 40% são familiares que tem algum laço de sangue com o abusado: pais, tios, irmãos”, lamentou.
A unidade de atendimento para as vítimas de violência sexual foi implementado em dezembro de 2001 pela SSP e já serviu aproximadamente 12 mil pessoas. “Além de acolher aqueles que sofreram o abuso, também atendemos as famílias”, salientou Dayse, garantindo também que somando os familiares, o número sobe para 37 mil.
Assistentes sociais, psicólogos, médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem formam a equipe multidisciplinar que atende de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas na sede. O espaço conta ainda com uma ludoteca – sala decorada com brinquedos sexuados que são utilizados na terapia.