Combate a lavagem dinheiro discutido em workshop

19/10/2017

Rastrear, localizar e bloquear dinheiro e bens provenientes do crime. Para discutir técnicas visando a alcançar esses objetivos, foi realizado, nesta quinta-feira (19), o primeiro dia do 5a workshop “Aspectos práticos sobre a lei de Lavagem de Dinheiro”, no auditório da Universidade Corporativa do Serviço Público (UCS), no Retiro. O evento é promovido pela Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública, Academia da Polícia Civil (Acadepol) e Ministério da Justiça (MJ).





Com a participação de procuradores, juízes, delegados de Polícia e técnicos da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) e de órgãos de controle da administração pública, como os tribunais de contas, a atividade será finalizada nesta sexta-feira (20), quando serão tratados temas mais específicos para policiais civis.





Para o coordenador do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro da Bahia, delegado da Polícia Civil, Oscar Vieira, o estado vem se destacando nessa especialidade de investigação policial, lembrando que autoridades de outas unidades da federação, como do Ministério Público do Tocantins e de Sergipe e da Polícia Civil daquele estado, vieram participar do workshop.





Esse é um evento autenticamente nosso, desenvolvemos aqui algumas técnicas de investigação para esses casos e essa capacitação que estamos fazendo são decorrentes de nosso próprio conhecimento”, afirmou Vieira, que faz palestras no MJ e também em outros estados.





Ainda segundo ele, os meios tradicionais de investigação se mostram insuficientes para o enfrentamento adequado a criminalidade, principalmente ao crime organizado. “Precisamos focar no dinheiro auferido pela prática delituosa, senão, mesmo com a prisão dos chefes, esses valores retroalimentam a cadeia do crime”, explicou o delegado.





A recente operação 'Balão Mágico', exemplifica ele, é um grande exemplo do trabalho de combate a lavagem de dinheiro. Na oportunidade, bens foram bloqueados e sequestrados, como duas casas no Litoral Norte e 12 carros de luxo, totalizando R$ 3,4 milhões.





Além da expertise do Oscar Vieira, já há vários anos a frente do laboratório da Bahia, passando as técnicas nesse workshop, a troca de experiências é um grande ganho, pois as quadrilhas atuam em vários estados e o modus operandi de uma é também replicada por outra, de regiões distintas”, disse Marco Antônio de Jesus, analista do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro de Sergipe.