Dia da Agricultura: Bahia amplia produção, diversifica culturas e consolida liderança no Nordeste

Publicado: 17/10/2026 Última atualização: 17/10/2026 às 10:33
Morango
Divulgação

Celebrado como uma das bases do desenvolvimento econômico e social do país, o Dia da Agricultura, comemorado neste sábado (17), chega à Bahia em um cenário de crescimento da produção e inovação no campo. Com uma das agriculturas mais diversificadas do Brasil, o estado consolida sua posição de maior produtor agrícola do Nordeste e amplia sua presença em cadeias de alto valor agregado, como as do café especial e das frutas vermelhas.

Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Vivaldo Góis, os resultados refletem a combinação entre a capacidade produtiva dos agricultores e um conjunto de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas.

“A agricultura baiana vive um momento de crescimento, diversificação e inovação, resultado da capacidade dos nossos produtores e também das políticas públicas e dos projetos de incentivo liderados pelo Governo da Bahia. Esse trabalho é construído em parceria com produtores, cooperativas, associações, empresas, instituições de pesquisa e todos os segmentos das cadeias produtivas, com o objetivo de ampliar oportunidades, gerar renda e levar desenvolvimento a diferentes regiões do estado”, destaca Vivaldo Góis.

Chapada Diamantina avança no cultivo de frutas vermelhas

Além das culturas tradicionais, a Bahia vem ampliando sua participação em novos segmentos agrícolas. É o caso da Chapada Diamantina, conhecida nacionalmente pelos cafés especiais e que agora também desponta no cultivo de frutas vermelhas. Especialmente nos municípios de Barra da Estiva, Mucugê e Ibicoara, a região se consolida como polo produtor e de inovação dessa cadeia no Nordeste. Morango, amora, framboesa, mirtilo e outras frutas de alto valor agregado encontram ali condições favoráveis de produção.

A Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada Diamantina (Coopchapada), sediada em Mucugê, atua no beneficiamento e na comercialização de frutas vermelhas e tropicais. A experiência mostra como a diversificação agrícola pode transformar a realidade do meio rural, criando alternativas de renda, agregando valor à produção e fortalecendo a agricultura familiar. Segundo o presidente da Coopchapada, Cristiano Rocha, os investimentos realizados com apoio do Governo da Bahia contribuíram para estruturar essa cadeia produtiva.

“As políticas públicas contribuem por meio da assistência técnica, do acesso a investimentos, do fortalecimento do cooperativismo e da criação de condições para melhorar a produção, a logística e a comercialização. Na prática, esse apoio ajuda os agricultores a aperfeiçoarem seus processos produtivos, elevarem o padrão de qualidade dos produtos e ampliarem as possibilidades de venda. Isso repercute na renda das famílias, na permanência e na geração de trabalho no campo e na movimentação da economia local”, explica.

Para Rocha, o caminho é investir de forma planejada, fortalecer as parcerias institucionais e ampliar a capacidade de organização dos produtores. “Nosso objetivo é construir uma cadeia produtiva com identidade regional, qualidade, regularidade de fornecimento e capacidade de atender às exigências dos mercados. É esse conjunto de fatores que pode fortalecer o reconhecimento da Chapada Diamantina como território de produção de frutas vermelhas”, finaliza.

Qualidade do café baiano ganha reconhecimento nacional

A diversidade e a qualidade da agricultura baiana também aparecem na produção de cafés especiais. Na Chapada Diamantina, Piatã é o único município do Nordeste entre os 150 classificados para a fase nacional do Cup of Excellence Brazil 2026, considerado um dos principais concursos de qualidade de cafés especiais do país e realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

O município classificou 13 lotes na disputa, oito deles de produtores da Coopiatã, cooperativa formada por cafeicultores da agricultura familiar. O resultado reforça a capacidade da Bahia de produzir cafés de excelência e mostra como investimentos, organização dos produtores, assistência técnica e acesso a mercados podem transformar características regionais em oportunidades de geração de renda e desenvolvimento.

“As condições favoráveis de clima e solo, aliadas ao trabalho de qualidade e inovação realizado pelos produtores, têm resultado em um café de excelência na Bahia, reconhecido no Brasil e no mundo. A Seagri seguirá atuando para apoiar a cadeia produtiva por meio de políticas públicas que estimulem ainda mais a produção”, declara o titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Góis.

As ações envolvem a consolidação de uma rede voltada à produção de grãos de alto padrão, com investimentos em modernização do sistema produtivo, assistência técnica, infraestrutura de comercialização e fortalecimento das cooperativas. A pasta também coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, responsável pelo processo que já resultou em oito Indicações Geográficas (IGs) para produções baianas.

Bahia mantém crescimento e terá safra recorde em 2026

Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apontam para uma safra recorde de grãos em 2026. A produção está estimada em 14 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% em relação a 2025. A área plantada deve alcançar 3,75 milhões de hectares, alta de 2,9%, enquanto o rendimento médio chega a 3,72 toneladas por hectare, aumento de 5,7%.

Com esse desempenho, a Bahia mantém a liderança regional na produção de grãos. Entre os principais destaques está a soja, com previsão de 9,16 milhões de toneladas em uma área de 2,18 milhões de hectares. O milho também apresenta forte crescimento, com produção estimada em 3,29 milhões de toneladas, avanço de 20,1%, impulsionado principalmente pelo aumento da segunda safra.

O estado também mantém posição de destaque em outras cadeias estratégicas. A Bahia é o maior produtor de algodão do Nordeste e o segundo maior do Brasil, respondendo por 19,4% da produção nacional. Na cafeicultura, a previsão é de uma colheita de 271 mil toneladas em 2026, 3,4% superior à registrada no ano anterior.
 

Fonte
Ascom / Seagri
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