17/04/2023
Intuito do projeto é ajudar produtores a evitar o desperdício da fruta na região sudoeste da Bahia
A melissa officinalis, conhecida como erva-cidreira, é uma planta medicinal, vinda do Mediterrâneo e da Ásia e muito consumida por brasileiros. Já o pereskia zehntneri, chamado popularmente de quiabento, é uma planta muito comum no Nordeste do Brasil, principalmente na caatinga. O que essas duas espécies têm em comum? O fato de terem sido objeto de estudo de alunas do Colégio Estadual Antônio Figueiredo, de Ibiassucê. Orientadas pela professora Fernanda Ilaria, as estudantes utilizaram o óleo da melissa para combater a patologia antracnose em banana prata e associou o extrato do fruto do quiabento ao retardo do amadurecimento da fruta.
Segundo Fernanda Ilaria, foram analisadas amostras com o óleo extraído da erva-cidreira, com o extrato do fruto do quiabento e outras sem os componentes. Os resultados mostraram que a banana, sem as substâncias, ficou com manchas escuras e houve início do processo de apodrecimento. Já a amostra testada com óleo de erva-cidreira, teve uma maturação mais saudável. “Podemos notar que o tempo de conservação com a aplicação do extrato fruto do quiabento e do extrato etanólico de erva-cidreira foram favoráveis quanto à manutenção da firmeza, assim como menor incidência de podridões”.
No Sudoeste da Bahia, onde é comum o consumo da banana prata, há muitos produtores do fruto. A proposta teve início quando as alunas perceberam que havia grande desperdício de bananas. “Já que é uma fruta perecível e tem, muitas vezes, o transporte e conservação inadequados, a banana apodrece muito rápido. Com isso, a ideia surgiu com o objetivo de retardar o processo de amadurecimento da fruta, ajudando assim os produtores e os consumidores”, diz Fernanda.
O projeto, que está em andamento, faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, com participação na 10ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba). “Vamos identificar a existência de biopolímeros, que são chamados de polímeros biodegradáveis, no extrato do fruto do quiabento e realizar uma avaliação bioquímica. Nosso foco é aprimorar nossas pesquisas”, garante a orientadora da equipe, composta por Lavínnia Cardoso, Maria Fernanda Silva, Luna Fernandes Farias, Helaine Pereira e Isadora Vasconcelos.
Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.