Secti lança ferramentas que reúnem informações sobre ciência, tecnologia e inovação

12/12/2023
Observatório de CT&I recolhe e divulga dados com o intuito de fortalecer o ecossistema científico e inovador da Bahia

A obtenção de dados sobre as áreas científicas, tecnológicas e inovadoras na Bahia é essencial para impulsionar os avanços em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no estado. Ao reconhecer essa necessidade, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), lançou, nesta quinta-feira (07), no Parque Tecnológico da Bahia, duas ferramentas que integram o Observatório de CT&I, uma plataforma aberta que coleta, produz e difunde informações para fortalecer o ecossistema científico e inovador baiano. 

A iniciativa disponibiliza às Instituições de Ensino apoio à gestão da informação e disponibiliza informações de qualidade ao governo, sociedade civil e setor produtivo. No evento, foram apresentados dois instrumentos: o Sistema de Mapeamento de Competências Científicas (SIMCC) e a Vitrine de Infraestrutura de Pesquisa (VIP). O SIMCC permite acompanhar dados sobre a produção científica de pesquisadores e pós-graduações, identificando docentes especializados. A VIP possibilita identificar laboratórios de instituições participantes, facilitando o acompanhamento das capacidades operacionais e promovendo parcerias e serviços. 

O secretário da Secti, André Joazeiro, revela que o intuito é ampliar a capacidade do Observatório de CT&I. “Esse é um projeto inicial que visa reunir informações de pesquisas e infraestruturas institucionais. A plataforma pode ser uma ferramenta de desenvolvimento de políticas de ciência e tecnologia, permitindo o acompanhamento e avaliação dos investimentos realizados. O governo planeja expandir o Observatório, que faz parte da Agência de Desenvolvimento da Secti, composta por dois blocos essenciais: o observatório e uma estrutura de escritório de projetos. Esse é o primeiro passo na formatação da Agência de Desenvolvimento”.

Para Gesil Sampaio, coordenador do Núcleo de Inovação da Uesc, essa plataforma disponibiliza para os diversos setores o que está sendo produzido em termos de pesquisa na Bahia. “Sabemos da importância dos dados. O alcance do que fazemos é limitado se as pessoas não têm acesso às informações sobre o que é feito, onde é feito e quais são os resultados. Precisamos que as pessoas conheçam o ecossistema, saibam o que temos, o que a Bahia oferece. Essas ferramentas permitem que qualquer pessoa, pela internet, mapeie a função das instituições, identifique os pesquisadores, saiba o que estão realizando e localize a infraestrutura necessária para parcerias”, afirma. 

José Rodrigues, professor do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), destaca a importância da iniciativa. “Como pesquisador, vejo essa ferramenta não apenas como benéfica para as instituições, mas também como uma maneira para os pesquisadores acessarem informações sobre as produções de seus colegas e estabelecerem parcerias. Quanto ao contato direto com o setor produtivo, alguns órgãos e empresas ainda enfrentam dificuldades para acessar o conhecimento produzido nas universidades. Através do Observatório, uma empresa pode identificar pesquisas alinhadas ao seu propósito, descobrir produtos e projetos de pesquisa, subsidiando pesquisas que beneficiarão tanto a própria empresa quanto a sociedade”. 

A plataforma, que faz parte do Programa Bahia Mais Inovadora, conta com a parceria da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O evento também contou com a apresentação da Superintendente de Desenvolvimento Científico da Secti, Márcea Sales, que divulgou os trabalhos realizados pela Superintendente em 2023.  As ferramentas podem ser acessadas através do link https://infovis.sei.ba.gov.br/cti/.