29/07/2019
E quem disse que Salvador não é geek? A capital baiana recebeu neste sábado e domingo (27 e 28) mais uma edição da maior feira de games do Norte e Nordeste, o Gamepólitan. O evento, que atraiu cerca de 4 mil pessoas para o campus da Unijorge, na Paralela, contou com o apoio do Governo do Estado por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti). Em sua 8º edição, o Gamepólitan, conseguiu trazer um ambiente extremamente amigável e familiar, que contou com inúmeras atrações como estandes, torneios, palestras, jogos de mesa e muito mais conteúdo para os apreciadores de games, tecnologia e inovação.
O festival reuniu fãs de jogos de todas as idades, como, por exemplo, a auxiliar administrativa Daniela Xavier, mãe do pequeno Caio Victor (9), que participou pelo terceiro ano consecutivo. “Eu sempre trago meu filho, porque gosto de games e ele também. É sempre muito bom. Ele se diverte bastante”, afirmou, enquanto observava o filho se divertir nos estandes da Sinergia Games e Unique Entretenimento Digital, duas startups incubadas no Parque Tecnológico da Bahia.
Os participantes da feira tiveram a oportunidade de testar o Elderand, um jogo produzido em parceria pelas duas startups. A Sinergia também disponibilizou o Handzombies, um game inédito. “É um multiplayer que pode ser jogado com dois ou quatro participantes. Ao iniciar, o jogador recebe uma granada, a qual precisa passar para um dos outros participantes que está em campo e, ao final de 60 segundos, quem está com a granada na mão morre. A dinâmica se repete até sobrar apenas o vencedor”, destacou Iury Maia, um dos desenvolvedores do game.
Quem também marcou presença foi a Associação de Game e Animação (Gama). Foram selecionados 10 jogos regionais dispostos em mini stands personalizados no Espaço Gama Indie. Os desenvolvedores exibiram criatividade e qualidade nos seus games, além de demonstrarem que, mais que diversão, o mundo gamer pode ser fonte de renda e uma profissão para os jovens.
Uma das principais atrações dessa edição foi a imersão proporcionada através dos óculos de realidade virtual, permitindo que os apaixonados por essa tecnologia tivessem a chance de vivenciar experiências, como a de ser um grande vilão em um ambiente que é virtual, porém muito realista. “O jogo se dá a partir de movimentos corporais, ou seja, se a gente se curvar o jogo também vai se curvar. Temos dois controles remotos nas mãos e a sensação é excelente”, explicou o estudante de Relações Públicas, Fabrício Filgueiras.