Maior evento de startups do Nordeste reúne especialistas para debater ciência, tecnologia e inovação
O Bahia Tech Experience (BTX), maior evento de startups do Nordeste, acontece de 2 a 4 de outubro no Centro de Convenções, em Salvador, reunindo especialistas nacionais e internacionais em debates sobre ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Sebrae Bahia, o encontro tem como foco o fortalecimento do ambiente inovador e empreendedor no Estado, por meio de palestras, workshops, batalhas de pitch, experiências imersivas e capacitações.
As discussões abordaram temas como o papel do Governo da Bahia, das universidades e das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) no desenvolvimento do ecossistema. Indicadores de inovação, ideias e projeções sobre o futuro da CT&I foram apresentados em painéis como “Govtechs e inovação pública”, “Como transformar ciência em soluções de impacto econômico e social”, “No balanço da inovação: números que orientam pesquisas, negócios e ecossistemas” e “O que a TRL9, a TrackFy, o Hiperbanco e a DGTAX têm em comum: o ecossistema do Parque Tecnológico da Bahia”, evidenciando caminhos para fortalecer a relação entre ciência, poder público e setor produtivo.
O diretor-geral da Fapesb, Handerson Leite, que participou como painelista do tema “Como transformar ciência em soluções de impacto econômico e social”, destacou alguns pontos debatidos. “O papel da academia vai além da formação de pessoas com conhecimento: ela deve atuar como um andarilho da ciência e tecnologia, buscando desafios que permitam que a formação dos nossos alunos parta de situações concretas. Outro aspecto importante é a estrutura das instituições de ciência e tecnologia, ainda muito departamentalizadas, enquanto vivemos em uma sociedade pós-moderna, organizada de forma menos compartimentada. E, por fim, fica um questionamento essencial: nós, professores e pesquisadores, o que estamos fazendo para mudar essa estrutura interna? Estamos apenas reconhecendo as dificuldades ou estamos, de fato, lutando para transformá-las? Só assim poderemos ser mais produtivos, levar o conhecimento para a sociedade e contribuir para modificar o quadro do nosso país".
O superintendente de Tecnologia da Secti, Hugo Saba, que participou como painelista do tema “No balanço da inovação: números que orientam pesquisas, negócios e ecossistemas”, ressaltou a importância dos dados e destacou o Observatório de CT&I. “Os indicadores são fundamentais. Estamos todos falando de IA, e são justamente os indicadores que vão nos alimentar com essas informações. O Governo da Bahia sai na frente ao propor um Observatório de CT&I que disponibiliza esses dados para a sociedade, permitindo que ela se conheça melhor. Assim, podemos identificar quais pesquisadores atuam em cada área, quais empresas trabalham nesses segmentos e aproximar esses elementos. Em um ambiente de startups, por exemplo, o observatório nos permite enxergar onde elas estão, o que estão pesquisando, quais empresas podem se conectar a elas e quais pesquisadores podem apoiá-las. Isso fortalece e desenvolve ainda mais o ecossistema da Bahia, com o apoio direto do governo".