Tecnologia, educação e diversidade marcam a participação da SECTI no II Festival MOVAÊ

25/11/2025

 

Movaê
Fonte/Crédito
Samia Trindade

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), integrou a programação, nos dias 21 e 22 de novembro, no II Festival MOVAÊ – Festival Nordeste de Empreendedorismo Negro, Inovação e Economia Criativa, realizado no Pelourinho, em Salvador. O festival é uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), reunindo projetos e ações de diversas secretarias estaduais e instituições voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo negro, da inovação e da economia criativa no estado.  

Para o secretário da Secti, Marcius Gomes, a participação da Secti no MOVAÊ reafirmou o compromisso da ciência e tecnologia como ferramenta da inclusão e da equidade racial. “Essa é uma agenda importante que envolve inovação, empreendedorismo negro e tantas outras ações pra refletir o lugar da população negra na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.

A secretária da Sepromi, Ângela Guimãres, destacou que o festival se consolida como um espaço de encontro, trocas e fortalecimento, reunindo políticas públicas voltadas para a economia criativa, o empreendedorismo negro, a educação, a ciência, a tecnologia, a inovação e a economia solidária. “São ações que apoiam os empreendedores, os fazedores e fazedoras de cultura, pesquisadores, movimentos e coletivos que atuam na Bahia nesses diversos campos e que contribuem diretamente para o desenvolvimento do estado”, afirmou.


Destaques

A programação coordenada pela Secti, na Praça Tereza Batista, contou com painéis, apresentações de pesquisas estudantis e pitches de statups. Entre os destaques estiveram projetos de iniciação científicas de escolas estaduais, abordando temas como doenças falciforme, materiais sensoriais sustentáveis, robótica aplicada ao apoio com pessoas com Parkinson e estudos sobre o cérebro e saúde mental. Também participaram startups baianas, como Lei das Marias, PEM do Brasil, Acelera ESG, Group Educhat+ e Hey People, apresentando soluções em áreas como engenharia mecânica, economia circular, educação com o uso de IA e comunicação e oratória.      

A presidente da startup Lei das Marias, que atua no enfrentamento à violência contra a mulher, Celina de Almeida, celebrou o espaço no festival e a importância simbólica do momento. “Foi um momento único, porque ele tem a relevância de uma mulher negra, por se tratar de um Novembro Negro, mas também tem a importância de um processo social muito necessário. Este ano, entregamos à Fundação de Amparo de Pesquisado do Estado da Bahia (Fapesb) o resultado do projeto da nossa startup, que inclui o botão do pânico e uma trilha de conteúdos. Por isso, participar do festival e apresentar nossas conquistas foi uma honra dupla. Estou muito feliz”, destacou.    

Para Julia Santana, estudante do Colégio de Tempo Integral Mascarenhas, em Camaçari, o festival fortalece o papel da ciência e do protagonismo negro dentro das escolas. “Participar do evento foi muito importante porque mostra como ciência, tecnologia e educação podem transformar realidades. Com rodas de conversa e atividades extensoras, nós alunos podemos compreender o nosso lugar no mundo, reconhecer a nossa capacidade de produzir conhecimento e fortalecer uma consciência coletiva que valoriza sua identidade e seu lugar na sociedade”.