05/10/2016
O Lar Social Pleno Cidadão, projeto realizado pela parceria entre a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e a Associação Pleno Cidadão (ASPEC), comemorou na última terça-feira (04/10) a formatura de nove residentes no curso profissionalizante de informática realizado pelo Serviço de Aprendizagem Industrial (SENAI). O Lar Social Pleno Cidadão acolhe 26 pessoas com deficiência intelectual e transtorno psíquico, em Lauro de Freitas.
Com um investimento de R$ 1,8 milhão, o trabalho da ASPEC, em parceria com a Superintendência de Assistência Social, vinculada à SJDHDS, é de assegurar um atendimento de proteção especial humanizado aos residentes que tem os vínculos familiares rompidos ou fragilizados. Por meio de um acompanhamento 24 horas com uma equipe técnica interdisciplinar, a proposta é de inseri-los na convivência comunitária, com possibilidade de estabelecimento de novos vínculos familiares e sociais, contribuindo para o processo de reinserção familiar e social em atendimento à Política Nacional de Assistência Social.
Inclusão digital - O curso de informática oferecido pelo SENAI, com apoio da prefeitura municipal de Lauro de Freitas, teve a duração de três meses, com aulas teóricas e práticas realizadas no Centro de Tecnologia Industrial do SENAI, no município. O objetivo da atividade foi estimular a convivência social das pessoas com deficiência, promover a inclusão no mundo digital e inseri-los no mercado de trabalho. Para o professor Fábio Costa, o contato com os alunos foi uma surpresa e um aprendizado mútuo. “No decorrer do curso, percebemos que, dentro dos limites de cada um deles, existe uma atenção em querer aprender e um carinho em ajudar o colega”, relatou Costa.
A residente do Lar Social Pleno Cidadão, Jânia Cristina Macedo, 37 anos, concluinte do curso de informática, demonstra como as tecnologias da informação, com metodologias adaptadas, podem oferecer aos deficientes a capacidade de compensar limitações e ampliar a sua integração social. “Achei que nunca saberia usar o computador, mas esse novo mundo me fez ver as coisas de modo diferente. Sinto que melhorei muito com o curso de informática e pretendo ajudar meus colegas”, comentou.