06/05/2019
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) deu continuidade, na última sexta-feira (03), ao atendimento aos dois trabalhadores resgatados, no mês passado, da situação de trabalho análogo à escravidão em uma carvoaria clandestina, no Estado do Rio de Janeiro. O acompanhamento foi realizado pela equipe técnica da Superintendência de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos.
No interior da Bahia, onde estão os trabalhadores, o coordenador de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo (CETP/SUDH), Admar Fontes, encaminhou os trabalhadores para a abertura de conta em banco para receberem as parcelas do Seguro-Desemprego e, junto à Assistência Social Municipal, incluíram os resgatados no Programa Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal, para receberam descontos nas contas de água e luz. Além disso, foi garantido o benefício do Bolsa Família para reduzir a vulnerabilidade social das famílias das vítimas.
“A situação de vida dos trabalhadores é bem difícil. Diante disso, já foram garantidas três parcelas de seguro para eles, além de terem ganhado duas cestas básicas, doadas pela prefeitura, para se manterem este mês. No mais, continuarão sendo acompanhados pela SJDHDS e, junto a uma rede integrada de combate ao trabalho escravo, serão também encaminhados a inserção formal no mercado de trabalho”, afirmou Admar Fontes.
O resgate - Os trabalhadores Jailton Santos*, 43 anos, e Antônio Silva*, 48 anos, foram aliciados na Bahia e levados ao Rio de Janeiro para trabalharem em carvoarias clandestinas, em condições precárias, sem acesso a salários e sem carteira assinada. Segundo eles, as condições de trabalho na carvoaria eram desumanas: sem acesso à água tratada, banheiro, cama e com carga horária de trabalho exaustiva, que começava às 5h da manhã e seguia até 16h.
Além disso, trabalharam dois meses sem receber salários e/ou ajuda de custo. “A gente foi pra lá com a promessa de receber R$ 40 por dia de trabalho. Após resgate feito pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo (NETP) do Rio de Janeiro, a SJDHDS foi acionada e recebeu os trabalhadores no aeroporto de Salvador, no dia 11 de abril.