Sessão especial da ALBA tratou de políticas públicas para a juventude

13/08/2015
As políticas públicas voltadas para a juventude implementadas pelo governo da Bahia foram apresentadas, nesta quinta-feira (13), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), pelo coordenador Estadual de Políticas para a Juventude, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Jabes Soares, durante Ato em comemoração ao Dia Internacional da Juventude, celebrado ontem, dia 12.

O evento proposto pelo mandato da deputada Luiza Maia (PT) teve o objetivo de discutir o alto índice de mortalidade da juventude negra no Brasil, apontando as suas causas e sinalizando caminhos para inclusão e ampliação de oportunidades para jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social. 

O compromisso do governo federal de transformar a política de juventude em política de Estado foi destacado por Jabes Soares como um marco na luta pela garantia de direitos aos jovens. “Com a ascensão de governos populares e democráticos a juventude foi retirada da invisibilidade, mas ainda precisamos lutar contra o cerceamento do direito à vida imposto a essa parcela da juventude”, afirmou. 

Iniciativas como o programa Trilha, que já qualificou cerca de 69 mil jovens e ações focadas na produção de cultura e conhecimento para juventude foram destacados como importantes inciativas pelo coordenador. 

Já o representante da Juventude do PT, Anderson Dória, recorreu aos dados do Mapa da Violência, que mostram que um jovem negro tem três vezes mais chances de ser assassinado do que um não negro, para afirmar que as políticas implantadas devem priorizar uma parcela da população vitimada pelo preconceito.

A deputada Luiza Maia justificou que o ato teve como objetivo “dar visibilidade à violência sofrida cotidianamente por jovens negros. Precisamos dar a voz à juventude que luta pelos seus direitos, inclusive, pelo de viver”, disse. De acordo com dados do Mapa da Violência, estudo que analisa a evolução da violência letal dirigira a adolescentes de 16 e 17 anos de idade, os homicídios contra jovens negros chega a 76,9%.