Seades promove ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher Latino-Americana e Caribenha

21/07/2023
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) promoveu nesta sexta-feira (21), na Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), a “Ciranda das Mulheres Negras”. O evento aconteceu em alusão ao Dia Internacional da Mulher Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorados em 25 de julho.

A programação contou com uma roda de conversa com a temática “O Reconhecimento Identitário e a Interseccionalidade nas Políticas Sociais”. O bate-papo teve como palestrantes a advogada e escritora Luciene Nascimento e a assistente social e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dra. Magali da Silva Almeida. A atividade foi mediada pela jornalista Valdíria Verdiano. Além da roda de conversa, a ação teve também a apresentação musical da cantora Denise Correia.


A titular da Seades, Fabya Reis, ressaltou que as mulheres negras fazem parte da luta na construção de políticas públicas essenciais. “Precisamos estabelecer o diálogo e a pactuação de enfrentamento contra o racismo estrutural, mas também de todas as opressões, que alcançam, sobretudo, as mulheres negras. A interseccionalidade faz toda diferença. Nós temos que falar sobre como nossas estratégias vão enfrentar o racismo na política de proteção social. Somos mulheres que temos nossa referência, ancestralidade, respeitando toda diversidade”, pontuou.

A assistente social e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dra. Magali da Silva Almeida explicou que é necessário enfrentar o racismo para a garantia de direitos. “O discurso da identidade é muito importante, mas ele não é linear. Ele tem contradição. Uma das contradições é não perder o foco de que precisamos, ainda, defender a pauta e a luta pelo reconhecimento das identidades que foram silenciadas. A política de assistência social brasileira teve uma grande influência no serviço social, mas, ao mesmo tempo, é uma política que lida com a maioria negra, e a imagem construída pelo dominante colonizador é que precisamos desconstruir e reconstruir outra. Se hoje temos 59% de população negra é porque vencemos a questão identitária”, disse.

Para a advogada e escritora Luciene Nascimento, não há interseccionalidade sem pensar em política social “É importante pensar que a identidade, em todas as particularidades, é fundamental para sermos quem somos e para olharmos o mundo desta perspectiva. Quem, se não nós, para entender das nossas questões com a nossa história e cultura, e fazer com que cada pauta e a política social compreenda que falamos de um lugar central?! O exercício de entender as particularidades é um detalhe. Somos compostos de elementos complexos e circulares, e todos esses detalhes importam para a formação das políticas. Eles compõem individualmente e coletivamente. Cada uma dessas atividades públicas precisa considerar que somos feitas das particularidades”, explicou.

A atividade da Seades se une ao conjunto de iniciativas realizadas pelos diversos órgãos do Governo da Bahia - numa parceria com a Sepromi e SPM - para o fortalecimento da data comemorativa, que possui um significado emblemático para as mulheres negras do estado, neste momento de restauração dos direitos constitucionais que foram duramente violados nos últimos anos.

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