06/03/2018
"Há cinco anos faço parte do grupo, pois sempre fui apaixonada por fanfarras. Hoje, toco instrumento de pratos, mas já almejo aprender o instrumento caixa, me preparando assim, para uma profissionalização no mundo da música", declara Vitória Sousa, 15, estudante e integrante da fanfarra Fandj (Fanfarra Dois de Julho). A entrega de 15 instrumentos de sopro, realizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), aconteceu na manhã desta terça-feira (6), no Colégio Estadual Dois de Julho, na Fazenda Grande do Retiro.
A Fandj conta 60 integrantes de todas as séries, além de moradores da comunidade. Foi fundada em 2010, com a missão de assegurar um processo de ensino/aprendizagem de qualidade que permita a formação de cidadãos críticos, reflexivos, responsáveis e capazes de interagir na sociedade em que vivem. "Ajudei a fundar da Fandj, sempre trazendo para os nossos jovens a importância que a música traz também para valores éticos na sociedade, como respeito à diversidade, ética e solidariedade, por exemplo", explicou Adriele Arouca, regente da fanfarra e aluna egressa da escola.
Fanfarras no Brasil
No Brasil, fanfarras e /ou bandas marciais são os nomes dados as bandas musicais formadas por vários personagens (músicos, componentes, coreográficos). Tocam instrumentos de sopro e percussão, além de apresentarem movimentos de arte cênica para agregar beleza ao espetáculo. Essa apresentação cênica pode ser conhecida como linha de frente, corpo coreográfico, mor, baliza de fanfarra e pelotão de bandeiras.
O movimento de bandas ou fanfarras no Brasil seguem estilos muitas vezes regionais, representando assim, a cultura local dos seus estados, cidades, municípios e bairros. As apresentações podem acontecer em ruas, avenidas, ginásios e campos de futebol, por exemplo, trazendo sempre em seus repertórios, músicas e performances das mais diversas.