19/04/2016
Ser auxiliar de sala de aula com crianças surdas tem sido um desafio para Francisca dos Santos, que trabalha na escola municipal Professor Afonso Temporal, no bairro de Valéria. Para aprender a dialogar e contribuir para o desempenho dos alunos com a deficiência, Francisca começou, na manhã dessa terça-feira (19), a oficina de Língua Brasileira de Sinais - Libras, iniciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Mesmo morando em Valéria, Francisca compareceu à primeira aula no Centro Social Urbano de Pernambués e garante que vai se esforçar para fazer a oficina até o final. “Preciso melhorar a minha comunicação com as crianças com as quais eu trabalho todos os dias, elas fazem sinais que ainda não consigo identificar”.
Instituída em 2005, pela Lei 10436, a Língua Brasileira de Sinais é um forma de comunicação e expressão de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria. Segundo o professor, José Alcides, especialista no tema, “a comunicação em Libras precisa ser praticada em diversos setores da sociedade, a exemplo das escolas, universidades, cursos livres, instituições públicas e privadas, uma prática que resultará em uma rica troca de experiência”.
Com duração de três meses, a oficina acontece no Centro Social Urbano de Pernambués todas as terças-feiras, das 9h às 12h, e reúne estudantes universitários, professores e profissionais da saúde. De acordo com a coordenadora do CSU Pernambués, Rose Rian, a iniciativa pretende “democratizar a linguagem dos sinais e preparar um maior número de pessoas para interagir com pessoas com deficiência auditiva”.