Um coletivo de 1,2 mil profissionais da Assistência Social participou nesta segunda (27) e terça-feira (28), no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador, do Encontro Regional Nordeste do Programa Primeira Infância no SUAS (PIS). Além da Bahia, marcaram presença representantes dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Sergipe.
O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Governo da Bahia, através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades), e a Fundação Van Leer.
O encontro teve como objetivo fortalecer o aperfeiçoamento do serviço de proteção social básica nas visitas domiciliares para gestantes e crianças de 0 a 6 anos e abordou o reordenamento do PIS, a integração entre os serviços ofertados pelo Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e a qualificação do atendimento direto às famílias que estão em situação de vulnerabilidade.
O diretor de Proteção Social Básica do MDS, Elias Oliveira, enalteceu a escolha da região para iniciar uma série de encontros. “É importante a gente começar pelo Nordeste, que já conseguiu nos mostrar num passado muito recente, como consciência política é importante para a justiça social do país. E hoje eu não tenho dúvida que nos ensinam e nos auxiliam para pensar que uma primeira infância protegida é a garantia de democracia e justiça social no futuro nosso”, explicou.
A titular da Seades, Fabya Reis, disse que a consolidação do programa no Nordeste é fruto de trabalho coletivo. “A gente estabeleceu as pactuações e hoje essa experiência qualifica, sem dúvida, a nossa capacidade de alcançar a proteção para nossas crianças. Nós estamos celebrando a nossa capacidade de persistir, mas também de aprimorar um serviço amparado, regrado e ordenado pela assistência social de nosso país”, afirmou.
O presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social da Bahia (Coegemas-BA), Tássio Castor, falou sobre o compromisso dos municípios com o programa Primeira Infância. “O nosso papel, enquanto colegiado nacional, é garantir o fortalecimento da proteção social básica, estando no CRAS, com a interlocução com o PAIF, que é um serviço nosso da assistência social, que poderá ser articulado com as outras políticas setoriais do município”, destacou.
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (CAOCA/MPBA), Ana Emanuela Rossi, contou sobre a atuação do projeto Raízes da Cidadania junto ao programa do SUAS. “Investir na primeira infância é investir na dignidade da pessoa humana. É também um elemento que comprova o desenvolvimento socioeconômico de um país e a gente precisa disso para evoluir como nação, respeitando os valores humanos e a dignidade da pessoa humana”.
A coordenadora do PIS de Alagoas, Genilda Leão, representou os estados vizinhos. “Eu ouvi os sofrimentos, mas também os sucessos, as vitórias e o desenvolvimento do acompanhamento e das visitas domiciliares às crianças. E eu vi os olhos dos guerreiros e das guerreiras das equipes brilhando. Nós vamos, sim, vencer e estar junto dessa criançada em todo o Nordeste”, disse.
Sobre o programa
O Programa Primeira Infância no SUAS integra a Política de Assistência Social às áreas da Saúde, Educação, Cultura e Direitos Humanos, com foco no desenvolvimento integral das crianças na primeira infância, por meio de ações intersetoriais e territorializadas.
Atualmente na Bahia o programa é executado por 371 municípios. Entre janeiro e abril de 2026, mais de 70 mil pessoas foram atendidas. O trabalho é conduzido por uma equipe composta por 436 supervisores e mais de 2,5 mil visitadores/educadores sociais, que atuam diretamente nos territórios.