Encontro reuniu profissionais e estudantes no Arquivo Público do Estado da Bahia para discutir cenários, desafios e perspectivas da profissão.
O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon (SecultBa) celebrou, nesta terça-feira (20), o Dia do Arquivista com uma programação especial voltada à valorização da profissão e à reflexão sobre os caminhos da Arquivologia no estado. O encontro reuniu profissionais, estudantes e interessados na área para um momento de troca de experiências e discussão sobre os desafios e as perspectivas para a atuação dos arquivistas.
Como tema central, a programação promoveu o tema “A atuação profissional do arquivista no Estado da Bahia: cenários, desafios e perspectivas”, conduzido pelos arquivistas Jorge X, diretor do APEB; Afonso Pereira, coordenador de Fomento aos Arquivos Públicos Municipais do APEB; e Daienne Gonzaga, arquivista pós-graduada em Gestão Pública.
Ao longo do encontro, os participantes compartilharam experiências profissionais e destacaram a importância do trabalho desenvolvido pelos arquivistas para a organização, preservação e disponibilização dos documentos, contribuindo diretamente para a proteção da memória, da história e do patrimônio documental da sociedade.
À frente do APEB, Jorge X também marcou a trajetória da instituição por ser o primeiro diretor arquivista de formação e o primeiro diretor negro do Arquivo Público em 136 anos de história. Pós-graduado em Gestão Pública, ele ressaltou a importância da valorização dos profissionais que atuam na área e do reconhecimento da Arquivologia como atividade essencial para a sociedade. E, destacou: “O Arquivo Público do Estado da Bahia vem mostrando para a sociedade brasileira a importância do arquivo público, os seus registros, o legado ancestral da nossa civilização. Vem realizando projetos como Fragmentos de Memória, e agora o Conectar Fragmentos, que tem a proposta de levar a exposição Fragmentos de Memória para diversos espaços como Aeroporto, Rodoviária, CCR Metrô, VLT e BRT. Uma contribuição viva que prova a importância dos arquivistas e do Arquivo Público”.
Com experiência na área pública, Afonso Pereira atua na Coordenação de Fomento aos Arquivos Públicos Municipais do APEB, trabalho que envolve o fortalecimento da gestão documental e o apoio aos municípios baianos na organização e preservação de seus arquivos. Durante o encontro, ele também destacou: “Estou aqui para parabenizar todos os arquivistas da Bahia e do Brasil. Uma profissão muito importante para a preservação da memória, garantia dos direitos e para a função sistêmica, pois também trabalhamos com a gestão de documentos, com eliminação e descarte, e elaboração de instrumentos arquivísticos”.
“Um dia para celebração e reflexão sobre a importância do nosso trabalho, afinal também trabalhamos com a preservação de informações para as gerações futuras”, ressaltou Daienne Gonzaga, que também contribuiu para ampliar a reflexão sobre as diferentes possibilidades profissionais para quem escolhe a Arquivologia e sobre a importância da qualificação permanente diante das transformações na área da gestão documental e da informação.
A celebração do Dia do Arquivista no APEB reforçou, assim, a importância desses profissionais na construção e preservação da memória social. Mais do que organizar documentos, o arquivista desempenha um papel fundamental na garantia do acesso à informação, na preservação do patrimônio documental e na construção de referências para as futuras gerações.
A iniciativa também representou um momento de reconhecimento aos profissionais que atuam nos arquivos públicos e privados, instituições de memória e demais espaços onde a Arquivologia se faz presente, reafirmando a importância da categoria para a sociedade baiana.