17/03/2008
Apesar das reticências do Planalto, o governo já decidiu retomar o programa nuclear, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deu sinal verde para a conclusão da usina de Angra 3. Isso ocorreu no segundo semestre do ano passado, época em que o governo também anunciou a intenção de construir novas centrais nucleares.
Angra 3 vai sair do limbo depois de 21 anos na fila de espera. Um dos motivos que pesou na demora da decisão do governo foi a dúvida da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quanto a eficiência do programa, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas ela acabou se convencendo da necessidade de retomada, conta um ministro. Também contribuiu para postergar o começo do debate dentro do governo a interinidade da pasta de Minas e Energia, que permaneceu mais de seis meses com Nelson Hübner, até ser transferida para o atual ministro Édison Lobão.
A usina de Angra 3, que será o símbolo da retomada do programa nuclear brasileiro, terá capacidade para produzir 1,3 mil megawatts (MW) e demandará investimentos de R$ 7 bilhões, segundo cálculos divulgados pela Eletronuclear.
As usinas de Angra 1 e Angra 2 têm capacidade instalada para produzir 2 mil megawatts (MW). Atualmente, respondem por 1,9% da matriz energética brasileira. Quando Angra 3 estiver operando, em 2015, a previsão é de que as três usinas nucleares respondam por 2% da matriz energética nacional, já computado o aumento da produção de outras fontes de energia, segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 17/3/2008.
Angra 3 vai sair do limbo depois de 21 anos na fila de espera. Um dos motivos que pesou na demora da decisão do governo foi a dúvida da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quanto a eficiência do programa, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas ela acabou se convencendo da necessidade de retomada, conta um ministro. Também contribuiu para postergar o começo do debate dentro do governo a interinidade da pasta de Minas e Energia, que permaneceu mais de seis meses com Nelson Hübner, até ser transferida para o atual ministro Édison Lobão.
A usina de Angra 3, que será o símbolo da retomada do programa nuclear brasileiro, terá capacidade para produzir 1,3 mil megawatts (MW) e demandará investimentos de R$ 7 bilhões, segundo cálculos divulgados pela Eletronuclear.
As usinas de Angra 1 e Angra 2 têm capacidade instalada para produzir 2 mil megawatts (MW). Atualmente, respondem por 1,9% da matriz energética brasileira. Quando Angra 3 estiver operando, em 2015, a previsão é de que as três usinas nucleares respondam por 2% da matriz energética nacional, já computado o aumento da produção de outras fontes de energia, segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 17/3/2008.