28/05/2008
O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia apresentou expansão real de 4,5% em 2007. Em valores correntes, o PIB baiano atingiu R$ 109,7 bilhões, representando, aproximadamente, 4,3% do PIB do Brasil. Os números são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria do Planejamento, acaba de consolidar sua estimativa inicial para o PIB de 2007.
No ano passado, pelo 5º ano consecutivo desde que a nova série de contas regionais entrou em vigor, a economia baiana apresentou expansão real de 4,5% no seu PIB. Segundo a equipe de Contas Regionais da SEI, o desempenho foi reflexo dos bons resultados em setores que tradicionalmente empregam grande número de trabalhadores, a exemplo da construção civil e do comércio, que se expandiram 6% e 11%, respectivamente.
Todos os segmentos produtivos apresentaram expansão no nível da atividade em 2007. Além da construção civil e do comércio, merecem ser destacados os resultados da agricultura, com expansão de aproximadamente 6,1%, o setor de extração mineral, que apresentou esse mesmo crescimento e se recuperou das perdas sofridas em 2006, quando a atividade havia recuado cerca de 4%.
`O resultado da agricultura evidencia a recuperação na produção de grãos, fortemente prejudicada pelas intempéries climáticas na safra 2006/2005`, aponta Gustavo Pessoti, coordenador de Contas Regionais da SEI. As estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, de dezembro de 2007, mostram que a safra de grãos da Bahia se aproximou do recorde de produção de 2005, com cerca de 5,5 milhões de toneladas.
Os resultados mais expressivos ficaram por conta do algodão herbáceo (expansão de 39%), hoje o segundo mais importante produto da lavoura baiana em termos do valor de produção. As cotações do algodão no mercado mundial subiram em média 10%, estimulando a produção interna em 2007.
Apesar do melhor desempenho da agropecuária, recai sobre o setor de serviços o principal motivo para a expansão do PIB baiano em 2007. O comércio baiano, pelo 4º ano consecutivo, apresentou expansão favorável no indicador de vendas, o melhor desempenho registrado na nova série 2002-2007. A taxa de crescimento chegou a 11% em 2007. Esse resultado é especialmente importante ao se levar em conta que em 2006 o comércio baiano já havia se expandido, aproximadamente, 5% em relação a 2005.
Além do segmento comercial, vale mencionar o bom desempenho dos demais serviços, principalmente os diretamente ligados ao setor produtivo. Dentre eles, destacam-se dois principais: o setor de transportes e o de serviços prestados às empresas. As estimativas realizadas pela SEI indicaram que esse segmento expandiu 7%. O setor industrial apresentou um resultado 4,3% maior em 2007 e foi fundamental para a consolidação da taxa do PIB baiano. `Essa taxa só não foi maior porque a indústria de transformação, que é o principal segmento do setor industrial baiano, apresentou seu menor resultado dos últimos cinco anos, a despeito da expansão na produção`, explica o economista Gustavo Pessoti.
A expansão na indústria de transformação alcançou aproximadamente 2,7% em 2007 e reduziu o desempenho do PIB, uma vez que este segmento representa aproximadamente 16,1% da estrutura produtiva do estado. Todos os demais segmentos industriais da Bahia cresceram na casa dos 6% em relação ao período anterior.
A construção civil, outro importante segmento industrial, também apresentou elevada expansão, cerca de 6%, como reflexo direto do aumento das obras públicas em 2007. A retomada do metrô de Salvador e os investimentos nas rodovias que cortam a Bahia foram fundamentais para esse desempenho. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que em 2007 foram criados 9.500 empregos formais no segmento da construção baiana, valor 11,3% maior que o registrado em 2006.
Fonte: Agecom
Em 28/05/2008.
No ano passado, pelo 5º ano consecutivo desde que a nova série de contas regionais entrou em vigor, a economia baiana apresentou expansão real de 4,5% no seu PIB. Segundo a equipe de Contas Regionais da SEI, o desempenho foi reflexo dos bons resultados em setores que tradicionalmente empregam grande número de trabalhadores, a exemplo da construção civil e do comércio, que se expandiram 6% e 11%, respectivamente.
Todos os segmentos produtivos apresentaram expansão no nível da atividade em 2007. Além da construção civil e do comércio, merecem ser destacados os resultados da agricultura, com expansão de aproximadamente 6,1%, o setor de extração mineral, que apresentou esse mesmo crescimento e se recuperou das perdas sofridas em 2006, quando a atividade havia recuado cerca de 4%.
`O resultado da agricultura evidencia a recuperação na produção de grãos, fortemente prejudicada pelas intempéries climáticas na safra 2006/2005`, aponta Gustavo Pessoti, coordenador de Contas Regionais da SEI. As estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, de dezembro de 2007, mostram que a safra de grãos da Bahia se aproximou do recorde de produção de 2005, com cerca de 5,5 milhões de toneladas.
Os resultados mais expressivos ficaram por conta do algodão herbáceo (expansão de 39%), hoje o segundo mais importante produto da lavoura baiana em termos do valor de produção. As cotações do algodão no mercado mundial subiram em média 10%, estimulando a produção interna em 2007.
Apesar do melhor desempenho da agropecuária, recai sobre o setor de serviços o principal motivo para a expansão do PIB baiano em 2007. O comércio baiano, pelo 4º ano consecutivo, apresentou expansão favorável no indicador de vendas, o melhor desempenho registrado na nova série 2002-2007. A taxa de crescimento chegou a 11% em 2007. Esse resultado é especialmente importante ao se levar em conta que em 2006 o comércio baiano já havia se expandido, aproximadamente, 5% em relação a 2005.
Além do segmento comercial, vale mencionar o bom desempenho dos demais serviços, principalmente os diretamente ligados ao setor produtivo. Dentre eles, destacam-se dois principais: o setor de transportes e o de serviços prestados às empresas. As estimativas realizadas pela SEI indicaram que esse segmento expandiu 7%. O setor industrial apresentou um resultado 4,3% maior em 2007 e foi fundamental para a consolidação da taxa do PIB baiano. `Essa taxa só não foi maior porque a indústria de transformação, que é o principal segmento do setor industrial baiano, apresentou seu menor resultado dos últimos cinco anos, a despeito da expansão na produção`, explica o economista Gustavo Pessoti.
A expansão na indústria de transformação alcançou aproximadamente 2,7% em 2007 e reduziu o desempenho do PIB, uma vez que este segmento representa aproximadamente 16,1% da estrutura produtiva do estado. Todos os demais segmentos industriais da Bahia cresceram na casa dos 6% em relação ao período anterior.
A construção civil, outro importante segmento industrial, também apresentou elevada expansão, cerca de 6%, como reflexo direto do aumento das obras públicas em 2007. A retomada do metrô de Salvador e os investimentos nas rodovias que cortam a Bahia foram fundamentais para esse desempenho. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que em 2007 foram criados 9.500 empregos formais no segmento da construção baiana, valor 11,3% maior que o registrado em 2006.
Fonte: Agecom
Em 28/05/2008.