16/04/2009
Sócia da Petrobras nas maiores descobertas já realizadas até agora no pré-sal da bacia de Santos, incluindo Tupi, Guará, Iara e Carioca, entre outros, a BG vai perfurar mais três poços no pré-sal este ano. A empresa anunciou, na semana passada, a descoberta de petróleo e gás no bloco BM-S-52, operado por ela e que recebeu o nome de Corcovado. Também é sócia da Petrobras em Iguassu (antigo BM-S-9), onde foram descobertos Carioca e Guará.
O presidente da BG no Brasil, Armando Henriques, disse que a perfuração no Iguassu está em andamento e por isso ainda não é possível fazer qualquer estimativa de reservas já que o objetivo é alcançar uma área mais profunda. Entre os novos poços, está Abará Oeste (o quarto no bloco BM-S-9), mais um poço no bloco BM-S-52 (Corcovado 2), e o poço Iracema, a norte de Tupi, no antigo BM-S-11. Quando essas descobertas forem declaradas comerciais os nomes terão que mudar, já que o Ibama só permite que sejam dados nomes de animais da fauna marinha para os campos em produção no Brasil.
O bloco BM-S-9 faz parte de um conjunto de quatro campos em cima de uma acumulação que foi chamada de Pão de Açúcar e do qual também fariam parte o BM-S-8, BM-S-21 e BM-S-22, o último operado pela Exxon. Foi sobre essa área que o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse que eram previstas reservas de 33 bilhões de barris de petróleo. Nenhum dos sócios na área confirma essa previsão, que o próprio Lima disse inicialmente ser da Petrobras e posteriormente de uma revista especializada. No mercado especula-se sobre a possibilidade de os quatro campos fazerem parte de um único reservatório, o que exigiria que as empresas com participação ali firmem com a ANP um acordo para unitização da produção. Henriques diz que ainda não é possível afirmar nada. `Pode até ser tudo parte de uma coisa só, mas ninguém sabe`, disse o executivo, que participou ontem do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, realizado no Rio de Janeiro.
Henriques disse que não é possível falar em investimentos porque é necessário fazer uma avaliação do tamanho das áreas para depois analisar a dimensão dos investimentos que serão necessários. Para os próximos quatro ou cinco anos a BG programa investimentos de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões no Brasil, focados basicamente no projeto de produção sobre a parte que cabe à empresa nos pilotos de Tupi (100 mil barris/dia), Guará e Iara.
Autor(es): Cláudia Schüffner
Valor Econômico - 16/04/2009.
O presidente da BG no Brasil, Armando Henriques, disse que a perfuração no Iguassu está em andamento e por isso ainda não é possível fazer qualquer estimativa de reservas já que o objetivo é alcançar uma área mais profunda. Entre os novos poços, está Abará Oeste (o quarto no bloco BM-S-9), mais um poço no bloco BM-S-52 (Corcovado 2), e o poço Iracema, a norte de Tupi, no antigo BM-S-11. Quando essas descobertas forem declaradas comerciais os nomes terão que mudar, já que o Ibama só permite que sejam dados nomes de animais da fauna marinha para os campos em produção no Brasil.
O bloco BM-S-9 faz parte de um conjunto de quatro campos em cima de uma acumulação que foi chamada de Pão de Açúcar e do qual também fariam parte o BM-S-8, BM-S-21 e BM-S-22, o último operado pela Exxon. Foi sobre essa área que o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse que eram previstas reservas de 33 bilhões de barris de petróleo. Nenhum dos sócios na área confirma essa previsão, que o próprio Lima disse inicialmente ser da Petrobras e posteriormente de uma revista especializada. No mercado especula-se sobre a possibilidade de os quatro campos fazerem parte de um único reservatório, o que exigiria que as empresas com participação ali firmem com a ANP um acordo para unitização da produção. Henriques diz que ainda não é possível afirmar nada. `Pode até ser tudo parte de uma coisa só, mas ninguém sabe`, disse o executivo, que participou ontem do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, realizado no Rio de Janeiro.
Henriques disse que não é possível falar em investimentos porque é necessário fazer uma avaliação do tamanho das áreas para depois analisar a dimensão dos investimentos que serão necessários. Para os próximos quatro ou cinco anos a BG programa investimentos de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões no Brasil, focados basicamente no projeto de produção sobre a parte que cabe à empresa nos pilotos de Tupi (100 mil barris/dia), Guará e Iara.
Autor(es): Cláudia Schüffner
Valor Econômico - 16/04/2009.