13/03/2007
O grupo de trabalho criado pelo Ministério da Agricultura para definir um plano de aceleração do desenvolvimento e diversificação do agronegócio da região cacaueira da Bahia iniciou as atividades nesta segunda-feira, em um encontro que está sendo realizado em Brasília. O grupo tem um prazo de 60 dias para apontar propostas concretas para o reaquecimento da economia do sul da Bahia.
Ele é composto por representantes dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, secretarias estaduais da Agricultura, Fazenda e Planejamento, Ceplac, Câmara Setorial do Cacau, Comissão Nacional do Cacau, Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Associação Brasileira das Indústrias de Cacau, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, que se reúnem até a próxima sexta-feira. O grupo atua na identificação dos problemas, visão de futuro, objetivos prioritários, definição das atividades implementadas para o alcance dos objetivos e avaliação das propostas.
O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, destacou que durante décadas o cacau garantiu a implantação da estrutura regional, que incluiu a construção de um porto, rodovias, hospitais e uma universidade.
`Hoje, estamos vivendo uma crise que precisa ser superada, a partir de ações integradas entre os governos federal e estadual, que passam pela solução para a questão do endividamento dos produtores, o fortalecimento e modernização da Ceplac e investimentos em diversificação, por meio de culturas viáveis, como o dendê e a seringueira, estimulando a produção de biocombustíveis e a produção de matéria-prima para o setor automobilístico na Bahia`, explicou Simões.
Ele disse que o presidente Lula e o governador Jaques Wagner estão empenhados em resolver os problemas do sul da Bahia. `É preciso que apresentemos uma proposta viável, que possa ser atendida, porque existe uma grande expectativa no sentido de que sejam produzidos resultados satisfatórios a partir da união de todos os segmentos da região cacaueira`, ressaltou.
Para o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Luiz Gomes de Souza, a preservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a agregação de valor ao cacau e outros produtos são alternativas viáveis. Segundo ele, o grande desafio é definir um modelo que traga benefícios para toda a região, gerando emprego e renda e melhorando as condições de vida da população.
`Existe uma sensibilidade muito grande do governo federal em relação às questões sul-baianas e acredito que vamos encontrar soluções que serão implementadas a curto e médio prazos`, afirmou Gomes de Souza.
Soluções.
O diretor-geral da Ceplac, Gustavo Moura, disse que até agora só tivemos medidas paliativas, com a prorrogação das dívidas dos produtores, `mas hoje podemos acreditar na adoção de medidas que vão resolver a questão do endividamento e permitir novos investimentos para a retomada da produção e de projetos de diversificação`.
`Nos anos 30, em meio a uma grande crise, surgiu o Instituto de Cacau da Bahia. Nos anos 50, uma nova crise e desta vez foi criada a Ceplac`, lembrou o diretor da Secretaria da Agricultura, Itazil Benício dos Santos. `Neste momento, temos aquela que pode ser a derradeira chance de implantar um modelo que não torne a região tão frágil, e isso se dará com a adoção de novas culturas, a melhoria da infra-estrutura, como o Porto de Ilhéus, e a rede rodo-ferroviária, a difusão de novas tecnologias e o fortalecimento do cooperativismo e do associativismo.`
O presidente da Comissão Nacional do Cacau e vice-presidente da Faeb, José Mendes Filho, se disse otimista em relação aos resultados da discussão das propostas, `já que estamos em busca de um objetivo comum`.
O presidente da Câmara Setorial do Cacau, Fausto Pinheiro, declarou que há condições de fazer um diagnóstico real das necessidades regionais, tendo como princípio a solução para o endividamento, que é um entrave para qualquer outro projeto para reaquecer a economia. Ele vai propor ao governo federal um novo tratamento às dívidas oriundas do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira.
`Não podemos nos concentrar apenas no problema do endividamento`, afirmou o pesquisador da Unicamp, Gonçalo Pereira. `A partir do equacionamento da dívida, devemos partir para a diversificação e a adoção de um novo modelo para o cacau, que tem que deixar de ser apenas matéria-prima e agregar valor, via industrialização, além de alterar o modelo de comercialização, hoje concentrado em poucas empresas`, explicou.
Visão mais ampla
Gonçalo destacou que o cacau ainda é um forte componente na economia sul-baiana, `mas precisamos ter uma visão mais ampla, que abranja a verticalização da produção, turismo rural, energias alternativas e utilização de novas tecnologias`. O pesquisador aponta alguns tópicos que irão nortear as discussões do grupo de trabalho, como as questões financeiras, agronômicas e de negócios, combustíveis alternativos, turismo e ecoturismo, criação de um pólo de eventos e feiras no eixo Ilhéus/Itabuna e o fortalecimento da Uesc e da Ceplac, que passarão a atuar de forma mais efetiva nas áreas de educação, pesquisa e extensão rural.
`O sul da Bahia tem plenas condições de superar a crise e podemos, a partir desse grupo de trabalho, definir metas e ações que vão consolidar esse processo de aceleração do desenvolvimento`, disse Gonçalo Pereira.
Diário Oficial
Ele é composto por representantes dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, secretarias estaduais da Agricultura, Fazenda e Planejamento, Ceplac, Câmara Setorial do Cacau, Comissão Nacional do Cacau, Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Associação Brasileira das Indústrias de Cacau, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, que se reúnem até a próxima sexta-feira. O grupo atua na identificação dos problemas, visão de futuro, objetivos prioritários, definição das atividades implementadas para o alcance dos objetivos e avaliação das propostas.
O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, destacou que durante décadas o cacau garantiu a implantação da estrutura regional, que incluiu a construção de um porto, rodovias, hospitais e uma universidade.
`Hoje, estamos vivendo uma crise que precisa ser superada, a partir de ações integradas entre os governos federal e estadual, que passam pela solução para a questão do endividamento dos produtores, o fortalecimento e modernização da Ceplac e investimentos em diversificação, por meio de culturas viáveis, como o dendê e a seringueira, estimulando a produção de biocombustíveis e a produção de matéria-prima para o setor automobilístico na Bahia`, explicou Simões.
Ele disse que o presidente Lula e o governador Jaques Wagner estão empenhados em resolver os problemas do sul da Bahia. `É preciso que apresentemos uma proposta viável, que possa ser atendida, porque existe uma grande expectativa no sentido de que sejam produzidos resultados satisfatórios a partir da união de todos os segmentos da região cacaueira`, ressaltou.
Para o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Luiz Gomes de Souza, a preservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a agregação de valor ao cacau e outros produtos são alternativas viáveis. Segundo ele, o grande desafio é definir um modelo que traga benefícios para toda a região, gerando emprego e renda e melhorando as condições de vida da população.
`Existe uma sensibilidade muito grande do governo federal em relação às questões sul-baianas e acredito que vamos encontrar soluções que serão implementadas a curto e médio prazos`, afirmou Gomes de Souza.
Soluções.
O diretor-geral da Ceplac, Gustavo Moura, disse que até agora só tivemos medidas paliativas, com a prorrogação das dívidas dos produtores, `mas hoje podemos acreditar na adoção de medidas que vão resolver a questão do endividamento e permitir novos investimentos para a retomada da produção e de projetos de diversificação`.
`Nos anos 30, em meio a uma grande crise, surgiu o Instituto de Cacau da Bahia. Nos anos 50, uma nova crise e desta vez foi criada a Ceplac`, lembrou o diretor da Secretaria da Agricultura, Itazil Benício dos Santos. `Neste momento, temos aquela que pode ser a derradeira chance de implantar um modelo que não torne a região tão frágil, e isso se dará com a adoção de novas culturas, a melhoria da infra-estrutura, como o Porto de Ilhéus, e a rede rodo-ferroviária, a difusão de novas tecnologias e o fortalecimento do cooperativismo e do associativismo.`
O presidente da Comissão Nacional do Cacau e vice-presidente da Faeb, José Mendes Filho, se disse otimista em relação aos resultados da discussão das propostas, `já que estamos em busca de um objetivo comum`.
O presidente da Câmara Setorial do Cacau, Fausto Pinheiro, declarou que há condições de fazer um diagnóstico real das necessidades regionais, tendo como princípio a solução para o endividamento, que é um entrave para qualquer outro projeto para reaquecer a economia. Ele vai propor ao governo federal um novo tratamento às dívidas oriundas do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira.
`Não podemos nos concentrar apenas no problema do endividamento`, afirmou o pesquisador da Unicamp, Gonçalo Pereira. `A partir do equacionamento da dívida, devemos partir para a diversificação e a adoção de um novo modelo para o cacau, que tem que deixar de ser apenas matéria-prima e agregar valor, via industrialização, além de alterar o modelo de comercialização, hoje concentrado em poucas empresas`, explicou.
Visão mais ampla
Gonçalo destacou que o cacau ainda é um forte componente na economia sul-baiana, `mas precisamos ter uma visão mais ampla, que abranja a verticalização da produção, turismo rural, energias alternativas e utilização de novas tecnologias`. O pesquisador aponta alguns tópicos que irão nortear as discussões do grupo de trabalho, como as questões financeiras, agronômicas e de negócios, combustíveis alternativos, turismo e ecoturismo, criação de um pólo de eventos e feiras no eixo Ilhéus/Itabuna e o fortalecimento da Uesc e da Ceplac, que passarão a atuar de forma mais efetiva nas áreas de educação, pesquisa e extensão rural.
`O sul da Bahia tem plenas condições de superar a crise e podemos, a partir desse grupo de trabalho, definir metas e ações que vão consolidar esse processo de aceleração do desenvolvimento`, disse Gonçalo Pereira.
Diário Oficial